Seis anos de Omar 2. O elogio do rigor fiscal

Se o governo Omar Najar (2015-2020) foi marcado por sua dureza na relação com o servidor público e pelo fechamento de postos de saúde e redução no total de servidores da educação, no campo da gestão fiscal (contas públicas) ele acabou criticado pelo ‘excesso de zelo’ no cuidado com os recursos da prefeitura.

Na reta final da campanha de 2020, os críticos e adversários diziam que ele iria deixar ‘dezenas de milhões de reais’ para o sucessor- independentemente de quem fosse o vencedor- mais um elogio do que uma crítica. Omar deixa claro que tem grande preocupação com o nome que herdou do pai e que ainda luta para evitar quaisquer problemas futuros com Tribunal de Contas e com votações das contas na Câmara.

O começo do governo Omar foi marcado por anúncios de dívidas quase bilionárias deixadas pelo ex-prefeito Diego De Nadai (2009-2014), por negociações com INSS de dívidas ‘monstruosas’ e por devoluções a serem feitas à União e ao governo do Estado por obras não feitas ou concluídas. Omar pregava ter herdado o caos, e seguiu assim até 2016.

ELEIÇÕES- A reeleição dele em 2016 foi menos soberana que a vitória de 2014, mas foi inconteste. O segundo mandato foi marcado no começo por aumento da insatisfação com o discurso do rigor fiscal e redução na oferta de serviços, mas raros eram os adversários com força para arranhar a força política/eleitoral do prefeito.

Já o final do segundo mandato teve como marca um escândalo de corrupção que levou à prisão dois secretários importantes e a falta d’água, problema crônico até agora não resolvido.

A campanha de 2020 foi marcada por uma campanha mais forte de oposição (Giovana), uma mais neutra (Rafael Macris) e outra apoiada por ele e vencedora (Chico Sardelli). Giovana teve mais votos que Erich (adversário de 2016) o que indica que a força de Omar (quase absoluta em 2014) foi se desgastando com o tempo, mas pela terceira vez seu projeto saiu vencedor.

LEGADO– Os maiores legados de Omar para Americana foram ter ‘acertado’ as contas, pagado dívidas e avançado lentamente em alguns serviços- asfalto, parques  e organização de parte dos serviços. A imagem de empresário que cuida do dinheiro foi mantida e conseguiu superar a de homem duro a quem falta olhar social.

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