Caso Unimep/FAM. Leia nota do Sinpro

Nesta quinta-feira, a FAM (Americana) informou que decidiu acolher os alunos da Unimep, que encerrou as atividades da unidade de Santa Bárbara d’Oeste. O Sinpro- Sindicato dos Professores- emitiu nota esta sexta-feira sobre os fechamentos de cursos da Unimep e os desdobramentos futuros. Leia a nota abaixo

COMUNICADO DO SINPRO CAMPINAS E REGIÃO SOBRE O FECHAMENTO DO CAMPUS SANTA BÁRBARA E DE INÚMEROS CURSOS DO CAMPUS TAQUARAL

 

O Sindicato dos Professores de Campinas e Região vem a público manifestar seu repúdio em relação aos últimos atos institucionais da Universidade Metodista de Piracicaba que na figura do Reitor Interino e Diretor Geral da Rede Metodista, aprovou – ad referendum ao CONSUN (Conselho Universitário)– a extinção de turmas dos Cursos de Graduação e Pós Graduação,

Essa medida foi tomada sem transparência junto à comunidade acadêmica e ao sindicato em meio a um processo de greve motivada pelo não cumprimento de direitos constitucionais, inclusive com mediação junto ao TRT da 15ª Região.

Essa decisão causa repúdio pelo prejuízo na vida acadêmica de centenas de alunos, pois muitos deles em fase de conclusão de curso deverão finalizar seus estudos em outras instituições com projetos pedagógicos distintos. Da mesma forma, ressalta-se a insegurança ao corpo docente em função de possíveis demissões. Mas, sobretudo, impacto desses atos refletem a falácia que se revestiu a atual gestão da Universidade Metodista de Piracicaba cuja mantenedora é a Igreja Metodista quando assume essa função como “algo novo” e que se propunha a resgatar a credibilidade e a transparência perdidas em função da gestão desastrosa da última direção e, também, da omissão da Igreja Metodista diante dos descalabros dela. Nada de distinto ocorreu com esses atos.

Essa Universidade que foi referência de compromisso com a justiça, a democracia e de coerência com o cristianismo apregoado pela Igreja Metodista e com valores de justiça social e direitos humanos assume com essa atitude pleno afastamento desses princípios. Haja vista acordos não cumpridos, desrespeito aos direitos trabalhistas e, agora, atinge de forma arbitrária e violenta a vida institucional de professores e alunos com essa extinção do Campus de Santa Bárbara d’Oeste e de dezenas de cursos do Campus Taquaral em Piracicaba.

O Campus Santa Bárbara, com os cursos de Engenharia e Arquitetura e Urbanismo chegou a ter mais de 2 mil alunos constituindo-se em um patrimônio educacional, cultural e político do município, da região e do país, ao formar estudantes com competência técnica, científica e humana, conforme o Projeto Institucional tão arduamente construído pela comunidade Unimepiana.

Ressalta-se a insensibilidade dessa gestão à vida de professores e estudantes no contexto que vivemos de uma pandemia, já que em meio a esse cenário, docentes correm risco de perderem seus empregos e alunos em fase de conclusão de curso se submeterem a outros projetos distintos dos cursos que efetivamente escolheram.

ENCAMINHAMENTOS

Faremos uma reunião com todos os professores da instituição na próxima segunda-feira, dia 22, às 19 horas para tratar dessa questão e encaminharmos as próximas ações.

Entramos em contato com entidades nacionais e estaduais de educação, com vereadores e demais autoridades constituídas da região denunciando o abuso desse ato unilateral do IEP/Unimep.

Sindicato dos Professores de Campinas e Região

 

 

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