Vigilância fala sobre meningite na EMEF Paulo Freire

Em decorrência de um caso notificado de meningite, em um aluno da EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “Paulo Freire”,  no bairro Parque Novo Mundo, técnicos da vigilância epidemiológica estiveram nesta segunda-feira (17) na unidade escolar, para esclarecer cerca de 200 pais sobre as condutas técnicas em relação ao caso.
A notificação se refere a um menino dez anos, que frequenta a escola e, segundo a vigilância, trata-se de meningite viral. O menino foi atendido no Hospital Municipal “Dr. Waldemar Tebaldi” (HM), onde foi colhido exame e realizada a internação no Hospital São Francisco. A informação é de que a criança está em isolamento e seu quadro de saúde é estável.
Imediatamente após a notificação desse caso, a informação ganhou espaço nas redes sociais, o que provocou apreensão nos pais dos alunos da Paulo Freire, pois conforme comentários de um pai, uma das postagens no Facebook alertava que a escola já estava com 12 casos suspeitos, o que não condiz com a verdade. A vigilância até chegou a trabalhar com a hipótese de haver mais um caso na mesma escola, de uma menina de nove anos, porém, ao final da reunião, os técnicos entraram em contato com o Hospital Samaritano, de Campinas, e foram informados de que o caso não tinha como hipótese diagnóstica a meningite, mas sim de um quadro de sinusite.
A vigilância esclarece que não há motivo para pânico, pois no caso do menino, embora ele tenha sido tratado com antibióticos, o exame detectou não se tratar de meningite bacteriana causada por meningococo. “Foi feita toda orientação para a escola, aos pais que estavam bastante aflitos, a gente compreende toda essa movimentação e a gente até veio neste intuito mesmo, de tranquilizá-los que não há motivo para pânico”, declarou a coordenadora da vigilância epidemiológica, Simone Maciel. Os pais foram orientados a continuar enviando os filhos às aulas, já que não existe nenhuma recomendação para suspensão das atividades escolares, em casos de meningite transmitida por vírus. Eles também puderam tirar todas as dúvidas em relação à doença, suas formas de manifestação, meios de transmissão e o quê fazer para prevenir o contágio.
Na semana passada uma menina de 12 anos morreu em decorrência de meningite bacteriana. A família levou a menina ao Hospital Samaritano, de Americana, por diversas vezes, porém os médicos não suspeitaram da doença e não colheram material para exame.
Para  meningite bacteriana existe vacina, que está disponível nas unidades básicas de saúde do município. A vigilância recomendada aos pais para se atentarem à vacinação dos seus filhos.

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