Vereadores ‘pedem cabeça’ da dirigente de ensino em Sumaré

Alguns dos vereadores de Sumaré criticaram duramente a dirigente Regional de Ensino, Elisete Aparecida Florio da Silva, na sessão desta terça-feira (23). Chegaram a ‘pedir a cabeça’ da educadora publicamente ao governador João Doria (PSDB), por conta de problemas no transporte escolar da rede estadual, que retomou as aulas presenciais este mês.

 

O presidente da Câmara, Willian Souza (PT), teve aprovado requerimento solicitando informações da Prefeitura e Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Ensino, a respeito da prestação do serviço. O objetivo é pressionar pela resolução do problema, uma vez que a falta de ônibus tem feito crianças e adolescentes percorrerem longas distâncias.

 

A Regional de Ensino abrange, além de Sumaré, as cidades de Hortolândia e Paulínia. “É um grande absurdo o que a gente vive no transporte escolar no município a nível de Estado”, afirma Souza. “Eu culpo o governador João Doria por uma coisa: não demitir a dirigente regional de ensino. É incompetente e despreparada, da pior espécie do quadro técnico”, disparou.

 

O petista diz que houve “retrocesso” nas escolas do Estado, que estariam “abandonadas”. Afirmando ter imunidade parlamentar para criticar a dirigente, Willian Souza ainda disse que Elisete “não tem diálogo com os diretores das unidades, porque ela os persegue”. O presidente inclusive irá apresentar em breve um ‘dossiê’ para mostrar possíveis irregularidades.

 

Serviço – Souza mencionou uma ocasião em que esperou por cinco horas para falar, sem êxito, com a dirigente regional de ensino. Afirmou que é preciso também investigar a prestação de serviço de limpeza por uma empresa terceirizada. “Aí tem coisa! O governador precisa fazer uma intervenção nessa Diretoria Regional de Ensino”, ressaltou.

 

O presidente do Legislativo pretende acionar os deputados com base na região para mobilizar o governador. “As crianças estão sem ônibus. Percorrem dois, três ou até quatro quilômetros”, reforçou – dentre os 35% dos alunos que estão indo presencialmente. Não é resolvido problema em licitações para a conclusão dos processos e haver a prestação do serviço.

 

O vereador Sebastião Corrêa (PSDB) concorda. “É uma briga terrível. Difícil falar com essa dirigente, que se acha a dona da cidade”, acrescentou. Já Ulisses Gomes (PT) mencionou ‘ônibus clandestinos’ durante o ano passado e Ney do Gás (Cidadania) citou reclamações de remanejamento de alunos que moram no Jardim Amélia para outra unidade mais distante.

 

A sessão de Sumaré teve a ausência do vereador Valdir de Oliveira (Republicanos). O parlamentar comunicou à Câmara que se encontra em isolamento domiciliar aguardando o resultado de exame para o novo coronavírus (Covid-19), uma vez que o irmão, com quem convive diariamente, foi diagnosticado com a doença.

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