Edit

Vendas no comércio da RMC teve queda de 3,24% em relação a agosto

O comércio varejista na Região Metropolitana de Campinas faturou, em setembro, R$ 2,640 bilhões, cerca de 2,92% acima do faturamento verificado em setembro de 2020 (R$ 2,566 bilhões). Na comparação com agosto deste ano, o montante teve queda de 3,24%. Já o comércio eletrônico cresceu 29,5%, saltando de R$ 155,1 milhões, em agosto, para R$ 200,8 milhões, em setembro.

Em Campinas, as lojas físicas faturaram, em setembro de 2021, R$ 1,115 milhão, de acordo com os dados da Boa Vista – SCPC avaliados em função do nível de faturamento.  O valor também mostra uma redução de 3,24% em relação a agosto deste ano e uma elevação de 0,42% em relação ao mesmo mês de 2020.

Apesar deste crescimento de pouco menos de meio por cento, foi bastante considerável o efeito inflacionário em 2021, o que não foi analisado em 2020. “A forte elevação dos preços dos produtos, principalmente de primeira necessidade, está provocando o retorno da inflação, que atingiu 10,25% em relação aos últimos 12 meses e alcançou a marca de dois dígitos pela primeira vez, desde julho de 1994, quando da implantação do Plano Real. No acumulado do ano (janeiro a setembro), a taxa já atingiu os 6,9% e, com isso, os juros se elevam, por meio da Selic, o Real se desvaloriza, e o câmbio sobe, resultando na perda do poder de compra dos consumidores. Somam-se a estes indicadores econômicos negativos os efeitos da pandemia e o fato de setembro ter um dia a menos”, explica o economista e diretor da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Laerte Martins.

Desempenho por segmento

Em setembro, as vendas do segmento de “Bens Não Duráveis”na RMC, evoluíram em 9,2% no setor de supermercados, em 7,5% no de postos de combustíveis e em 5,2% no de drogarias e farmácias. No segmento de “Bens Duráveis”, as vendas de materiais de construção cresceram 4,95% e, as de vestuário, aumentaram 0,35% no mês.

O setor de bares e restaurantes apresentou elevação de 0,95% nas vendas, apesar de o segmento de Serviços, Turismo e Transportes, de maneira geral,  ter registrado queda de 0,42%. “Ressalve-se, no entanto, que se trata do trimestre mais dinâmico do varejo por contar com as vendas do Dia das Crianças, da Black Friday e do Natal, datas que devem movimentar valores positivos, apesar da instabilidade política e econômica pela qual o País está passando”, afirma Laerte Martins.

Inadimplência

Em Campinas, a inadimplência de setembro de 2021, na comparação com o mesmo mês de 2020, teve uma elevação de 1,55%. Foram 207.441 carnês/boletos não pagos, que correspondem a R$ 149,4 milhões em valores de endividamento dos consumidores. Na RMC, há um acúmulo de 493.907 carnês/boletos não pagos no período, o que corresponde a R$ 355,6 milhões em valores de endividamento.

Dia das Crianças 

As vendas do comércio eletrônico referentes ao Dia das Crianças atingiram 19,5% em relação ao ano passado, passando de R$ 106,3 milhões a R$ 127 milhões, em 2021, na Região Metropolitana de Campinas. No geral, o comércio varejista registrou crescimento de 1,86% em comparação com igual período de 2020, quando houve redução de 2,58% no volume de vendas, devido à pandemia da Covid-19. O faturamento passou de R$ 416,9 milhões, no ano passado, para R$ 424,6 milhões, este ano.

Em Campinas, o crescimento nas vendas acompanhou o da RMC (1,86%), com movimentação financeira de R$ 213,4 milhões este ano, contra R$ 209,5 milhões, em 2020. O valor médio do presente apresentou expansão de 2,67% e atingiu  R$ 154,00, contra os R$ 150,00 de 2020.

De acordo com o economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Laerte Martins, os números relativamente baixos se devem, principalmente, ao aumento da inflação e dos juros, que influenciaram na perda do poder de compra, reduzindo os gastos não essenciais dos consumidores.

Gostou? Compartilhe!

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

Siga-nos

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE