Temporal de 3 dias vale 7 junhos de 2015

O temporal que atingiu a região na noite da última quarta-feira, dia 1º, assustou os moradores de várias cidades. Em Nova Odessa, em cerca de 40 minutos choveu aproximadamente 59,5 milímetros, volume que, em condições climáticas normais, seria atingido em aproximadamente dois ou três dias de chuva. Em apenas três dias, já choveu quase sete vezes mais que o registrado em junho de 2015 inteiro.
“Na região, já podemos considerar que este foi o maior volume da série para junho já registrado. As chuvas podem ocorrer, mas as chances de termos precipitações com esta intensidade neste período do ano são menores”, explicou o pesquisador do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Jurandir Zullo Júnior.

Ele destacou que áreas de instabilidade sobre o Estado têm provocado os temporais e que a previsão é que as chances de chuva continuem altas até o início da próxima semana. “Até segunda e terça-feira ainda deve chover, seguindo este modelo de chuvas mais intensas em determinados períodos do dia, em especial aos finais de tarde e durante a noite”, afirmou.
Dados da estação pluviométrica instalada na Coden (Companhia de Desenvolvimento) apontam que em três dias já choveu 106,1 milímetros em Nova Odessa, com maior intensidade nas noites de quarta e quinta-feira, quando foram registrados 59,5 e 43,6 milímetros respectivamente.
O acumulado é quase sete vezes maior que o volume registrado durante todo mês de junho do ano passado. Na ocasião, a cidade teve apenas 16,3 milímetros de chuvas, que aconteceram em dois dias.
Nesta última semana (entre os dias 31 de maio e 03 de junho) choveu 127,1 milímetros, índice bem próximo de toda chuva registrada durante os 31 dias do mês de maio, que foi de 135 milímetros.
TEMPORAL ??? A forte chuva que atingiu Nova Odessa na última quarta-feira causou danos em alguns pontos da cidade. Equipes da Defesa Civil, Coden, diretorias de Obras Públicas, Serviços Urbanos e outras secretarias e diretorias municipais seguem atuando na limpeza das ruas e avenidas e também nos reparos de serviços prejudicados.
O Hospital Municipal e Maternidade Dr. Acílio Carreon Garcia foi um dos pontos mais atingidos. A recepção e algumas alas próximas tiveram problemas com goteiras devido ao transbordamento das calhas do telhado.
A ventania registrada momentos antes da chuva contribuiu para o entupimento das calhas e, consequentemente, em alguns pontos a água escoou pelas paredes e teto. No momento do temporal, pacientes e acompanhantes foram remanejados para outros setores, no entanto, o atendimento não precisou ser interrompido. Na quinta-feira pela manhã a Diretoria de Obras realizou reparos e limpeza no local.
No Jardim São Jorge, a chuva causou alagamentos na Rua São Paulo e a sede do Conselho Tutelar e a UBS (Unidade Básica de Saúde) 2 foram atingidas. Na UBS 2, os atendimentos foram suspensos na manhã de quinta-feira para limpeza e desinfecção, sendo retomado parcialmente no período da tarde.
Na sexta-feira, dia 03, a UBS já atendia normalmente e os 40 pacientes que tinham consultas agendadas para quinta-feira foram contatados e tiveram os atendimentos remarcados.
Durante o temporal, a Rua Rio Branco e a Avenida Carlos Botelho próximo à Rodoviária Municipal ficaram alagadas. Segundo a Diretoria de Obras, uma equipe da EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano), responsável pelas obras de reforma da rodoviária estiveram no local na manhã de quinta-feira verificando a situação e promovendo limpeza.
No Bosque Manoel Jorge, no Jardim Santa Rosa, a forte chuva causou transbordamento da lagoa e o espaço foi fechado para limpeza na pista de caminhada. A Diretoria de Serviços Urbanos também realizou limpeza de ruas no bairro 23 de Maio e na Rodovia Astrônomo Jean Nicolini, via de acesso entre Americana e Nova Odessa. A Coden também auxiliou na limpeza e retirada dos entulhos espalhados pela cidade.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Nova Odessa, Paulo Bichof, apesar da forte chuva, não houve transbordamento do Ribeirão Quilombo, não sendo necessário decretar até o momento estados de alerta ou atenção na cidade.
Ele destacou ainda que não foram registradas quedas de árvores ou alagamentos e interdições de imóveis. Não houve também chamadas para retirada de famílias de áreas de risco ou pessoas que tenham ficado desabrigadas. A Defesa Civil orienta que em casos de emergências, a população pode acionar o atendimento do órgão e a Guarda Civil Municipal através dos telefones 3466-1900 e 153.

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