Suzano busca mais gente PCD para trabalhar na região

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos a partir do cultivo do eucalipto, pretende intensificar a inclusão da Pessoa com Deficiência (PCDs) em todas as frentes de operação do Brasil. A ação é uma iniciativa do Grupo Plural PCD, cujo objetivo é promover a diversidade dentro e fora das unidades da empresa no País.

De acordo com Eduardo Leindecker Steiernagel, consultor de Gente e Gestão e um dos responsáveis pelo Grupo de Afinidade PCD na Suzano, a diversidade hoje faz parte da construção da estratégia e cultura da Suzano e está expressa, inclusive, nos compromissos assumidos pela empresa com o mercado.

Para impulsionar o tema, as ações estão estruturadas em diversas frentes, desde o mapeamento e reconhecimento de gaps atuais, alocação dos colaboradores PCDs no centro das discussões e criação de estrutura dedicada para as construções de diversidade e inclusão na área de RH, além dos grupos de afinidades com representantes de todas as diretorias da empresa. “Enxergamos enorme valor e necessidade acerca das discussões de diversidade, por isso, enquanto empresa, estamos em um movimento de reestruturação. Para atrair e valorizar profissionais PCDs, estamos passando por mudanças em processos internos e adaptações de nossas estruturas a fim de criar um ambiente com inclusão, acessibilidade e valorização das diferenças. Nosso maior objetivo é garantir que cada colaborador possa expressar seu potencial máximo”, destaca.

A iniciativa já tem gerado bons resultados para a companhia, que está conseguindo desenvolver e valorizar excelentes profissionais. Dentre eles, está Tatiane Modesto, de 35 anos, que trabalha no Pátio de Madeiras da Unidade Limeira. Ela tem ceratocone (condição genética em que o tecido transparente na superfície anterior da córnea se curva para fora) e já não possui visão no olho esquerdo, tendo cerca de 80% no olho direito. Segundo Tatiane, isso não interfere em seu trabalho. “Eu me sinto bem trabalhando na Suzano, pois sou respeitada como profissional. Não me sinto inferior por ser PCD. Sou a única mulher em meu setor, além de ser PCD, e nunca tive nenhum problema no meu dia a dia na empresa”. Para ela, é preciso que todos lutem por seus direitos. “Todos que tem uma deficiência não podem deixar de lutar por seus direitos e por igualdade. Somos iguais a todos, podemos trabalhar, estudar ou fazer o que quisermos”, diz Tatiane.

Ainda de acordo com Eduardo, a Suzano também iniciou uma ação intensiva de busca por candidatos PCDs. “Por meio de parcerias com consultorias, estamos indo atrás desses candidatos em potencial para mostrarmos a nossa empresa, os nossos valores e falar sobre processos seletivos em andamento”.

Reestruturação

As medidas para tornar a empresa ainda mais inclusiva, porém, vão muito além do setor de recrutamento. Para melhor acolher o colaborador com deficiência, a Suzano está desenvolvendo um plano de readequações estruturais em todas as suas unidades.  “Temos uma ação em andamento em parceria com consultorias especializadas para mapear todos os recursos de acessibilidade que temos hoje nas nossas fábricas e unidades florestais para detectar possíveis pontos de melhorias. Algo extremamente complexo diante do nosso tipo de operação, mas extremamente importante para nós. A Suzano não quer contratar só porque é previsto em Lei. Ela quer este profissional porque ele tem o talento que ela precisa”.

Sobre a Suzano

A Suzano, empresa resultante da fusão entre a Suzano Papel e Celulose e a Fibria, tem o compromisso de ser referência global no uso sustentável de recursos naturais. Líder mundial na fabricação de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, a companhia exporta para mais de 80 países e, a partir de seus produtos, está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Com operações de dez fábricas, além da joint operation Veracel, possui capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano. A Suzano tem mais de 35 mil colaboradores diretos e indiretos e investe há mais de 90 anos em soluções inovadoras a partir do plantio de eucalipto, as quais permitam a substituição de matérias-primas de origem fóssil por fontes de origem renovável. A companhia possui os mais elevados níveis de Governança Corporativa da B3, no Brasil, e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos, mercados onde suas ações são negociadas.

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