Sumaré terá campanha de incentivo às cooperativas

O presidente da Câmara de Sumaré, vereador Willian Souza (PT), teve o Projeto de Lei nº 6/2021, de sua autoria, aprovado na última reunião, ocorrida na tarde de terça-feira (13). A proposta, que cria a Campanha Permanente de Incentivo às Cooperativas de Catadores de Material Reciclável no município, recebeu 20 votos favoráveis.

De acordo com o projeto, a campanha deverá ser desenvolvida em parceria com a sociedade civil e com a iniciativa privada, com o intuito de estimular a geração de emprego e renda, fomentar a formação de cooperativas de trabalho, resgatar a cidadania através do direito básico ao trabalho, promover a educação ambiental, e propiciar a defesa do meio ambiente através da coleta seletiva e reciclagem de lixo.

Na justificativa do PL, o vereador explica que, devido à mudança dos hábitos de consumo, ao aumento de produtos industrializados e ao advento das embalagens descartáveis, o lixo teve alterações em sua composição e em sua dimensão. “Hoje, em vez de restos de alimentos, as lixeiras transbordam de embalagens plásticas, papéis e vidro, que podem demorar centenas ou milhares de anos para se decompor”, cita Willlian.

“Mas”, alerta o presidente, “o problema não é, propriamente, a característica do lixo produzido nos grandes centros urbanos, e sim o destino dado a ele. Muitos destes materiais podem ser reaproveitados ou reciclados, diminuindo, assim, as enormes montanhas formadas nos lixões da região e, consequentemente, a degradação do meio ambiente”.

Pela proposta, as ações da campanha incluirão o apoio à formação de cooperativas de trabalho, visando a implementação progressiva de coleta seletiva de lixo, por meio dos participantes dessas cooperativas; o estímulo à triagem e à reciclagem do material coletado, através de unidades a serem operadas pelas próprias cooperativas de trabalho; além do fomento ao desenvolvimento de atividades de educação ambiental.

Para o vereador, “outro aspecto importante da reciclagem, além da consciência ecológica, é o fator social. A coleta de material reciclável é, muitas vezes, a única fonte de renda dos catadores. A organização de seu trabalho em cooperativas é um fato ainda recente e possui a função de atuar na obtenção de um preço mais justo e permitir também que os grandes compradores, como as fábricas, tenham fácil acesso a esse material”, lembra o parlamentar.

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