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Succession volta na 3ª temporada. Real e perversa

Os Roys são ricos naquele nível de ter frota de aviões e helicópteros. Os integrantes da família, do patriarca Logan (Brian Cox) aos seus filhos Connor (Alan Ruck), Kendall (Jeremy Strong), Roman (Kieran Culkin) e Shiv (Sarah Snook), que disputam a sucessão no império de mídia e entretenimento Waystar Royco, vivem se traindo mutuamente, exercendo seus privilégios, tratando os outros como descartáveis. São odiáveis. E, no entanto, a série Succession, cuja terceira temporada chega neste domingo, 17, na HBO e HBO Max, é irresistível, um dos fenômenos da televisão e ganhadora de nove prêmios Emmy.

Kieran Culkin, em entrevista por videoconferência com participação do Estadão, não consegue explicar o sucesso. “Eu mesmo não sei por que eu gosto da série – e eu gosto muito. Não é que eu queira ver como esses personagens são horríveis, ou sua ruína. Não é por causa do seu poder e sua riqueza. Eu acho que gosto da dinâmica e das nuances dos personagens, mas não tenho certeza.”

 

Helicópteros e mansões à parte, os Roys são, apesar de tudo, uma família. “Todos nós viemos de uma família, seja um grupo de amigos ou de sangue”, disse Sarah Snook, em videoconferência. Ela viu sua personagem Siobhan ganhar a posição que almejava nesta terceira temporada. “Famílias são universais. Mesmo que sua conta bancária esteja a zero, você ainda briga e troca insultos com seus irmãos.”

Faz sentido duvidar do amor entre os Roys. Ainda mais quando – atenção para o spoiler – Logan resolve sacrificar Kendall no caso de um escândalo que ameaça a companhia, com o filho revidando em uma entrevista coletiva e acusando o pai de acobertar os casos de abusos sexuais, um choque do episódio derradeiro.

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