SM testa nova tecnologia contra Dengue

Em sua ???guerra??? contra o Aedes aegypti, desde novembro de 2015 a Prefeitura de Sumaré testa uma nova tecnologia no combate aos focos do mosquito, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya: o larvicida biológico em pastilhas efervescentes, que tem um efeito residual maior, de até 60 dias, impedindo por mais tempo o nascimento de mosquitos adultos nos locais onde é aplicado. 
As equipes municipais de Controle de Endemias utilizam o produto nos chamados ???imóveis especiais???, ou seja, em locais que costumam apresentar grande quantidade de possíveis criadouros, como borracharias, recicladores etc.
A Prefeitura de Sumaré adquiriu o novo produto com recursos próprios. As pastilhas têm duas camadas, uma efervescente, de ação imediata, e outra que vai liberando o larvicida aos poucos. Até o momento, os resultados da avaliação são considerados positivos.
O princípio ativo do novo produto é a Espinosade, derivado de uma bactéria que existe naturalmente no solo, e mata as larvas antes de elas se tornarem mosquitos adultos.
O período de avaliação da nova tecnologia no combate ao mosquito transmissor das três doenças deve durar até o final deste ???ano epidemiológico???, quando um diagnóstico deve ser emitido pela equipe técnica. 
Paralelamente, o larvicida tradicional, que é em pó (areia vulcânica) e fornecido pelos órgãos superiores de Vigilância Epidemiológica, continua sendo utilizado normalmente em todo o restante da cidade, nas ações cotidianas de combate ao Aedes aegypti.
ESTRAT??GIAA equipe de Controle de Endemias vistoria os ???imóveis especiais??? a cada 30 dias, portanto em intervalos menores do que a duração do efeito residual do novo larvicida. Um dos pontos estratégicos em que o novo produto vem sendo testado é o Cemitério Municipal da Saudade.
Segundo a equipe técnica da Saúde Coletiva de Sumaré, à qual está vinculado a Equipe de Controle de Endemias, em dezembro ocorreu a mais recente vistoria periódica em todo o cemitério, na qual foram aplicadas, em todos os locais e recipientes que possam acumular água limpa, a nova tecnologia.
???Este larvicida tem ação residual mínima de 40 dias, podendo se prolongar por até 60 dias, impedindo que as eventuais larvas do mosquito se transformem em mosquitos adultos. No cemitério, por exemplo, também treinamos a equipe de manutenção e deixamos um pequeno estoque do larvicida em forma de pastilhas efervescentes, para eles poderem reaplicar o produto periodicamente em novos pontos de acúmulo de água que eventualmente possam ter aparecido desde a última vistoria, como novos vasos levados de flores por familiares ??? desde, é claro, que o recipiente não possa simplesmente ser eliminado, o que é sempre a primeira opção de bloqueio da equipe???, completou Adriana Medeiros.

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