Sair do banho quente e pegar vento faz mal?

Se você adora tomar aquele banho quente nos dias frios, mas tem medo de ter problemas de saúde em função da mudança brusca de temperatura, confira o que a ciência diz sobre isso.

Tomar um bom banho é uma das melhores sensações que existem. Seja depois de um dia cansativo no trabalho, um dia muito agitado na praia ou ao chegar de uma viagem. Para todas as ocasiões, existe um bom banho capaz de nos trazer conforto.

Existem alguns fatores básicos para garantir um banho prazeroso. Além de bons produtos para cuidar da pele e deixá-la macia e cheirosa, é necessário acertar a temperatura da água para obter conforto. Uma toalha quentinha macia para se secar também é essencial.

Para banhos mais quentes, é preciso cuidado redobrado devido à diferença das temperaturas da água e do ambiente. Uma dúvida comum nas épocas mais frias do ano é: sair do banho quente e pegar vento faz mal?

 

Ciência

O que diz a ciência sobre isso? De acordo com o médico Dráuzio Varella, a paralisia facial que pode ocorrer nesse contexto não tem nenhuma relação com pegar vento após tomar banho. Uma das possíveis causas levantadas pelos estudos científicos é a ação de um vírus.

Estima-se que entre 60 e 70% dos casos sejam idiopáticos. Ou seja: não possuem uma causa definida, mas podem estar associados à reativação do vírus da herpes e, menos frequentemente, a problemas como botulismo, sarcoidose, Guillain Barré, entre outros.

Contudo, mesmo não causando paralisia facial, a ciência aponta que é importante ter atenção ao vento frio porque uma brusca variação de temperatura pode irritar as mucosas do rosto, provocar espirros, coriza, dor de garganta e hipersensibilidade ao frio. É importante não confundir isso com gripe ou resfriado, já que esses problemas são provocados por vírus.

 

Choque térmico

O choque térmico é definido como uma mudança brusca da temperatura corporal, que não é regulada pelo corpo. Isso acaba se tornando uma grande fonte de estresse e pode favorecer sintomas como náuseas, vertigem e oscilação de pressão. Em casos mais graves, esse choque pode até provocar a perda da consciência.

A oscilação de pressão é explicada pelo fato de que, na passagem brusca do frio para o calor (sair do escritório refrigerado para um ambiente quente, por exemplo), os vasos sanguíneos e artérias se dilatam muito rapidamente, o que provoca a sensação de tontura, além de batimentos cardíacos acelerados e transpiração em excesso. Se esse sintoma for mais intenso, ele pode originar a sensação de fraqueza e até provocar desmaios.

Alguns sintomas clássicos associados ao choque térmico são a pele arrepiada e suada, bem como o rosto gelado e corado. Além disso, problemas recorrentes de bexiga também podem ser sinal de choque térmico.

Também é importante evitar ventos gelados, pois isso pode paralisar os cílios nasais (cuja função é limpar o ar que respiramos). Isso acaba aumentando a secreção nasal e deixa as vias aéreas congestionadas, o que deixa o corpo mais suscetível à ação de bactérias e vírus oportunistas, que podem provocar infecções em nosso organismo.

 

Como evitar?

Existem algumas maneiras simples para evitar o vento gelado após banhos quentes. Um deles é esperar um tempo curto antes de sair do banho. Além disso, também vale colocar protetores no vão da porta, para diminuir a circulação do ar frio vindo do exterior.

 

Além de usar uma boa toalha ao sair do banho, existem alguns itens que podem ser colocados no banheiro para reduzir essa diferença de temperatura. Um deles é a cortina térmica, feita de forros reforçados. Em casos mais extremos, pode ser preciso instalar um ar-condicionado quente-frio no interior do banheiro.

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