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Polícia Científica tem déficit de quase mil policiais

O Defasômetro do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), divulgado esta semana e atualizado em 31 de agosto passado, demonstra um quadro alarmante na Polícia Científica: um déficit de quase 1.000 funcionários, somando-se as vacâncias de todas as carreiras. Para acessar a tabela clique: http://bit.ly/2wMQoPI .

Ao todo, falta preencher 989 cargos : 374 de peritos criminais, 263 médicos legistas, 120 fotógrafos, 37 desenhistas, 47 auxiliares de necroscopia e 148 atendentes de necrotério.

O Defasômetro é uma tabela divulgada mensalmente (desde outubro do ano passado), pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, com os déficits de todas as carreiras. De acordo com a planilha, há hoje 13 mil cargos vagos em toda a polícia judiciária.

Há quase um mês, o Governo chamou 127 aprovados no concurso para perito criminal de 2013. Entretanto, não resolveu o problema, já que o déficit é de mais de 400, conforme os dados do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo. Esses números são maiores que os do SINDPESP. O presidente do SINPCRESP, Eduardo Becker, explica:

“A Lei Complementar 1.206, de 03/07/2013, diz em seu artigo 1°, inciso I, alínea ‘b’, que serão criados 529 cargos para perito criminal que, somados aos 1.177 existentes, totalizam 1.706 cargos. Entretanto, a tabela apresentada no Anexo I dessa lei informa que o número de cargos para perito criminal é de 1.735. Portanto, o SINPCRESP entende que esse é o número a ser considerado. Logo, existem hoje 438 cargos vagos para perito criminal, déficit de 25.2%, número semelhante ao de 2013, ano do último concurso da carreira”, conclui Becker.

“?? preciso que a Perícia Criminal seja valorizada pelo Governo como instancia imprescindível para que a verdade de um delito seja fielmente comprovada e demonstrada”, pontua o presidente do SINPCRESP.

“O Defasômetro do SINDPESP vem endossar o que já sabíamos: que a SPTC tem carência preocupante de recursos humanos, o que impacta nas investigações policiais e, claro, na sociedade, pois sofre com a demora do atendimento de um local de crime ou na realização de uma necropsia de um ente querido”, finaliza.

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