Plano de saúde deve reduzir jornada e suspender contrato

Por Wander Pessoa* (@wander_pessoa_)
Seguindo o caminho da Havan, outro forte grupo empresarial privado da região de Campinas deve optar pela redução da jornada e suspensão do contrato de trabalho, com amparo na MP 936.
Trata-se do setor que representa os empregados de cooperativas médicas. Sediado em Campinas, o sindicato da categoria convocou para a próxima quinta-feira, dia 23, uma assembleia geral extraordinária em ambiente virtual, inicialmente com empregados da Central Nacional Unimed ??? Cooperativa Central. A expectativa é que, se a proposta for aprovada, o mesmo modelo deverá ser seguido pelos demais planos de saúde privados.
A proposta que será colocada em votação prevê a redução proporcional de jornada de trabalho de no mínimo 25% e no máximo 50%, com redução proporcional dos salários pelo prazo máximo de até 90 (noventa); a suspensão do contrato de trabalho pelo prazo máximo de até 60 (sessenta) dias; além da autorização para que o sindicato possa formalizar acordo coletivo de trabalho sobre as questões apresentadas.
De acordo com o presidente do sindicato, José Renato Pappesso, as propostas têm por base a Medida Provisória 936 que trata do programa governamental de preservação do emprego, e seguirão integralmente os dispositivos legais nela consignados, inclusive inclusão do empregado no programa Beper – Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda. O acesso ao ambiente virtual estará liberado a partir do dia 21.
Na semana passada, o grupo Havan, que possui diversas unidades na região, anunciou a suspensão do contrato de trabalho de 11 mil funcionários. O número representa cerca da metade dos colaboradores da empresa, que emprega 22 mil funcionários.
CURTAS
< Hospitais da região de Campinas podem começar a receber, em breve, pacientes acometidos pelo novo coronavírus que não encontrem leitos na capital. Isso porque os leitos de UTI na Grande São Paulo já operam perto da capacidade total.
< O próprio secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann, confirmou essa possibilidade, durante a coletiva diária na sexta-feira. “Obviamente, estamos dando preferência, neste momento, aos hospitais dentro de São Paulo e Grande São Paulo. Mas os leitos existem também no interior de São Paulo. Então, o que transferimos é o paciente”, afirmou.
< Na cidade de Campinas, devem ser priorizados o Hospital de Clínicas da Unicamp e o AME (Ambulatório Médico de Especialidades), que são unidades estaduais. Outro hospital estadual na região fica em Sumaré e também pode ser requisitado.
*jornalista e historiador, foi diretor de comunicação em Campinas e em outras 5 prefeituras nos estados de SP e MG. 

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