Pesquisa inédita: como brasileiro escolhe plano de saúde

Escolher um plano de saúde privado pode ser uma tarefa complexa e demorada, de acordo com 74% dos quase 600 brasileiros que responderam a mais recente pesquisa conduzida em agosto e setembro pela The Bakery, empresa global de inovação corporativa. Os critérios mais citados foram a rede de cobertura (79%), o preço (65%) e a confiança na empresa (22%). Já em relação ao relacionamento com a operadora, os respondentes valorizam maior agilidade nos processos e menor burocracia (63%), assim como o bom atendimento na rede credenciada (52%). A utilização de aplicativos próprios e plataformas digitais foi mencionada por 16%, principalmente pelo grupo entre 25 e 39 anos.

Uma das tendências verificadas no estudo “Como o brasileiro cuida da sua saúde” é que as tradicionais empresas do setor vêm testando soluções inovadoras para melhorar a experiência com os clientes. Outra é que as alternativas entre startups se tornaram mais relevantes esse ano. No entanto, 73% das pessoas ouvidas ainda desconhecem as healthtechs.

O relatório lista as healthtechs mais lembradas pelos participantes e apresenta uma curadoria das principais inovações nas seguintes áreas: gestão de saúde corporativa, digitalização de dados do paciente, bem-estar e prevenção de doenças, acesso a consultas e atendimento primário, acesso a exames, acesso a cirurgias e tratamento de doenças.

Como a pandemia alterou as necessidades de saúde e prevenção

“Através da pesquisa, que contou com a contribuição espontânea de quase 600 pessoas, predominantemente da região sudeste do país, a The Bakery buscou entender como a população enxerga as diferentes alternativas para cuidar da saúde, assim como os impactos da pandemia da Covid-19 sobre a priorização do tema em suas casas”, explica Felipe Novaes, sócio e cofundador da The Bakery no Brasil.

No geral, a decisão entre ter ou não ter um plano de saúde foi pouco afetada pela pandemia – somente 15% dos pesquisados sentiram necessidade de ter o serviço privado. Já entre os pesquisados sem plano, 1 entre 2 percebeu maior necessidade de contratar um plano de saúde.

Em resposta à questão “O que mais te motiva a pagar pelo serviço?”, os principais motores são a preocupação com possíveis gastos futuros (75%) e a insegurança com o sistema público (63%).

Com relação aos impactos da pandemia, a telemedicina, ainda que liberada temporariamente, é quase consenso: 85% dos entrevistados disseram ser a favor da realização de atendimentos online e 45% optaram por não realizar consultas presencialmente, principalmente as de rotina, por temer o risco de contágio pelo SARS-CoV-2.

Formatos alternativos mais comuns

Segundo a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), um quarto da população brasileira tem acesso a planos de saúde (mais de 46 milhões de pessoas). Apesar desse mercado encontrar-se em retração, devido à diminuição da renda e ao aumento da taxa de desemprego, a pesquisa da The Bakery mostra que o conhecimento sobre formatos alternativos ainda não é tão trivial.

Dentre os respondentes, somente 21% afirmam estar familiarizados com programas de benefício em hospitais e laboratórios, enquanto outras formas de vanguarda como o rateio de custos e a compra de crédito são comuns a 12% e 8% da amostra, respectivamente.

Muito se fala sobre prevenção, mas, dentre os pesquisados, grande parte das preocupações com a saúde ainda são financeiras: 58% indicaram ter interesse por planos sem consultas, que englobem apenas eventuais exames, internações e cirurgias para protegerem-se contra grandes dispêndios futuros. De acordo com Ana Claudia Rasera, diretora dos programas de saúde da The Bakery, “empreendedores encontram, nessas lacunas, oportunidades para contrapor a oferta de serviços tradicionais”.

Ainda que desconhecidas por 7 entre 10 respondentes, as healthtechs vêm ganhando espaço. Foi o caso da Telavita, que viu sua demanda aumentar em 10 vezes desde março. Segundo Rasera, o movimento ocorre pois “as tecnologias apresentam conveniência e acessam várias das partes do quebra-cabeça, principalmente para o paciente, que almeja agilidade e segurança; para empresas, que se concentram em custo-benefício; e para operadoras de saúde, que passam a prestar serviços com maior assertividade”.

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