Pandemia antecipa transformações digitais

Que tal conhecer o decorado de um apartamento no qual está interessado sem sair de onde está, usando o seu celular ou computador, inclusive, com a possibilidade de tirar medidas para planejar a decoração? Quer, também do seu computador ou celular, conhecer a vizinhança do seu futuro imóvel? Saber quanto tempo gastará para levar as crianças à escola? Quais opções de supermercado, de clínicas médicas, de lazer terá a sua disposição? Ou então poder ver como será a vista real do exato andar onde fica o apartamento que você comprou na planta? Acredite, graças às tecnologias digitais de hoje tudo isso sugerido anteriormente é possível, e diante das transformações que a pandemia trouxe, o uso dessas soluções passaram a ser ainda mais requisitadas e adotadas.

É o que constatou uma pesquisa global da consultoria KPMG feita entre maio e julho de 2020 com 780 executivos, líderes de “estratégia de transformação digital” de empresas em dez países diferentes, entre eles o Brasil. Junto às companhias brasileiras consultadas, 71% informaram que anteciparam seus planejamentos de transformação digital por causa da pandemia, enquanto 67% aumentaram os investimentos para esse fim de forma significativa ou moderada. Entre as conclusões do estudo, está o fato de que a pandemia não mudou tendências, mas sim acelerou as transformações digitais.

As empresas que souberam investir em soluções digitais para contornar as limitações impostas pela Covid-19 sobrevivem e até crescem. Mas e aquelas que criaram tais soluções? Essas não só cresceram como se mostraram essenciais para um futuro que chegou um pouco mais rápido. Empresas como a Skyline Inovação & Produções, que foi criada em 2015, a partir da sociedade formada por dois amigos de infância, o engenheiro civil Andreyve Melo e o administrador de empresas Gabriel Caixeta. Sediada na cidade de Anápolis, a cerca de 50 quilômetros de Goiânia, a empresa é especializada em desenvolver ferramentas digitais de vendas para o mercado imobiliário, registrou um crescimento de 65% em sua demanda, na comparação entre 2019 e 2020.

“Sem dúvida essa procura das empresas por soluções digitais acelerou demais durante a pandemia. Tanto que tivemos que contratar mais pessoas”, afirma Andreyve Melo, um dos sócios fundadores da Skyline, que com apenas seis anos de mercado, não só conquistou o mercado goiano em pouco tempo, como hoje presta serviços para construtoras e incorporadoras em 18 estados diferentes e no Distrito Federal. Ele explica que sua empresa desenvolve por meio de soluções utilizando imagens digitais (vídeos e fotos de alta definição) e recursos como gamificação, animação digital, realidade virtual e realidade aumentada.

Segundo Gabriel Caixeta, também sócio-fundador da Skyline, enquanto muitos setores, durante a pandemia, fecharam empresas e demitiram em massa, o segmento de tecnologia e inovação estava na contramão disso, e ainda segue crescendo. “Nós entregamos justamente soluções digitais, para aquele momento com estandes fechados, com corretor podendo atender só de forma remota”, destaca o executivo ao falar das soluções digitais que oferece especialmente para incorporadoras.

Embora  todos os seus clientes ativos sejam oriundos do mercado imobiliário, Gabriel reconhece que as soluções digitais que sua empresa desenvolve podem sim ser usadas para empresas de outros segmentos. “Já atendemos, por exemplo, empresas do setor automobilístico. Este ano mesmo, fizemos para a Saga um trabalho usando o Tour 360º para o novo Toyota Corolla Cross”, afirma Caixeta.

Mais procurados

O Tour 360º, citado por Gabriel Caixeta, é uma das 25 ferramentas digitais desenvolvidas pela Skyline e, inclusive, foi uma das mais procuradas durante o último ano de pandemia, pelas incorporadoras. Ele explica que com a impossibilidade de se fazer visitas presenciais aos decorados dos lançamentos imobiliários, devido às restrições impostas pelas medidas sanitárias contra a Covid-19, qualquer pessoa, a partir de qualquer lugar com internet e usando um computador ou celular consegue fazer uma visita virtual do apartamento modelo usando a ferramenta Tour Decorado 360º.

Segundo Andreyve, a ferramenta digital traz uma experiência visual única, pois por meio dela, é possível de forma virtual caminhar pelo decorado, andar pelos cômodos, conferir detalhes de acabamento e até fazer a medidas de espaços para planejamento da decoração e do mobiliário. “É possível visualizar um modelo digital da planta baixa do apartamento, bem como sua maquete em 3D. É uma ferramenta digital que você consegue abrir de forma fácil por meio de um link, então o corretor consegue abrir até pelo seu WhatsApp”, esclarece.

Outro produto da Skyline também bastante demandado durante a pandemia foram as telas interativas, que consistem basicamente na digitalização de espaços reais, reunião e organização estrutural de todas as informações de um empreendimento imobiliário para uma apresentação nos estandes de vendas de uma forma altamente realista. O dispositivo, inclusive, é um dos carros-chefe da empresa e está instalado em mais 100  estandes imobiliários espalhados pelo país, em empresas de capital aberto como o Grupo Cyrela, MRV e RNI. “A Tela Interativa permite fazer uma apresentação dinâmica, clara e bem detalhada do empreendimento; e ao cliente final, o comprador do imóvel, a possibilidade de vivenciar virtualmente os ambientes com uma sensação de presença e alto realismo.E o acesso ou operacionalização deste sistema é altamente intuitivo. Todas as informações e detalhes sobre um empreendimento estão a um toque na Tela”, descreve Andreyve.

Desafios

Para Andreyve Melo e Gabriel Caixeta, os principais desafios de sua empresa, que tem por missão desenvolver e oferecer soluções digitais para outras empresas, são três: entender as dores e dificuldades de seus clientes, depois transformar os recursos tecnológicos que se tem disponíveis em experiências únicas para os clientes finais, que no caso das incorporadoras, são os compradores de imóveis; e por fim ter um time altamente capacitado e atualizado com as mais modernas tecnologias disponíveis.

“Em geral quem passa esse primeiro briefing é a equipe de marketing da empresa, que faz uma apresentação desse produto para gente. É quando eles explicam sobre a localização, o produto que será lançado, seus diferenciais, seu projeto. E isso ocorre numa reunião de briefing. Então assimilamos todas essas informações e sugerimos também algumas coisas em relação a estratégia de apresentação desse produto e de soluções que podem ajudar. E todos esses dados subsidiam as ferramentas que oferecemos”, detalha Andreyve.

Depois de assimilado e entendido todo o projeto e seu conceito, a equipe da Skyline passa para a produção propriamente dita, que é essencialmente a captação de imagens e áudios que irão compor os conteúdos dessas soluções digitais oferecidas pela empresa. Gabriel Caixeta explica que o desafio, nessa fase, é traduzir uma experiência sensorial e audiovisual de um produto por meio dos recursos tecnológicos. “Ai vem a necessidade de termos uma equipe muito bem capacitada. Para isso investimos muito em estratégias que atraiam os melhores profissionais disponíveis no mercado, especialmente na área de tecnologia digital. Além de oferecermos um ambiente de trabalho de descompressão, mais leve, atrativo e que estimula a criatividade, temos para nossos colaboradores alguns benefícios, como premiações mensais e participações em resultados.Tudo isso, dessa forma,visa agregar aos ganhos desses colaboradores, cuja a grande maioria é contratada em regime celetista”, explica Gabriel Caixeta.

De acordo com Andreyev, entendido o conceito do produto apresentado pelo cliente, o próximo passo é buscar um roteiro das ações e peças audiovisuais que serão criadas. “Se o cliente não tiver este roteiro nós ajudamos com isso. Depois, com base neste roteiro, elaboramos um orçamento, e sendo aprovado, partimos para as sugestões de locutores e trilhas sonoras, quando necessário. Também fizemos a montagem do storyboard. Paralelo a tudo isso captamos todas as imagens (fotos e vídeos), quando necessário uso de casting também já fazemos as gravações nesta etapa”, descreve Andreyve, ao falar das etapas para desenvolver as soluções que oferecem para seus clientes.

Em seguida, o processo de produção entra na fase de edição mesmo. É quando todo o material de áudio e vídeo coletado se une às informações passadas pelas incorporadoras. “Pegamos tudo isso e fizemos a montagem dessa estrutura, e antes mesmo de passarmos para a próxima etapa, aprovamos isso com o cliente. Havendo aprovação, seguimos para a fase de uso de animações e de motions graphics, que é a fase da computação gráfica. E depois disso mostramos para o cliente e, se necessário, são feitos os ajustes”, acrescenta Andreyve.

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