Pais ‘topam’ volta às aulas, mas querem ‘garantias’

Desde que a pandemia causada pelo novo coronavírus confinou estudantes com seus pais e responsáveis dentro de casa na hora da aula e do trabalho, uma série de discussões tomou conta do universo educacional. Não apenas os desdobramentos de eficácia aprendizagem remota, mas temas emocionais, adaptação de professores e alunos, entre outra série de situações, que envolvem todas as instituições de ensino.

A pedido do União pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte, uma pesquisa traz um panorama sobre como está o entendimento das famílias dos alunos diante do aprendizado remoto e como os pais e responsáveis veem a retomada das aulas presenciais. A pesquisa foi feita pela Explora – Pesquisas, Métricas e Inferências Educacionais, entre os dias 22 e 29 de junho, com a participação de 14.307 responsáveis por estudantes em 407 instituições de todas as regiões do país, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Perguntados sobre quando eles acham que as aulas presenciais vão voltar, 59,6% acreditam que até setembro deverá haver a retomada, e outros 40,4% opinam que isto deve ocorrer somente em 2021. Para que as escolas voltem com o presencial, a maior prioridade de importância dos pais está relacionada aos ajustes dos protocolos sanitários.

Mais de 90% consideram ser uma prioridade média ou alta os ajustes às normas sanitárias, como distanciamento, higienização e uso de máscaras. As diretrizes estabelecidas pelos governos também são consideradas como prioridade, para quase 70% dos entrevistados.

Outro dado apontado na pesquisa revela uma divisão na opinião entre os pais que não querem a retomada das aulas (51,9%) e os que ou consideram (21,8%) ou querem efetivamente o retorno das aulas presenciais (26,3%). “Junto às determinações governamentais, a prioridade das famílias está bem clara: os pais e responsáveis precisam ter bem definidas as normas sanitárias para o convívio durante as aulas presenciais”, diz Tadeu da Ponte, um dos coordenadores da pesquisa. “Quanto melhor as instituições de ensino se prepararem e se comunicarem com as famílias, mais claro esses pais e responsáveis terão formada a opinião da retomada”, completa.

Satisfação na pandemia 

Um dos dados destacados foi a aprovação dada pelos pais ao ensino não presencial. Em escala de 0 a 10, a nota atribuída à solução remota foi acima da nota 7, mesmo para Educação Infantil, onde existe uma dificuldade maior em realizar esse tipo de aula. Perguntados sobre o desejo de manutenção dessa solução, a maioria, 44,2%, entende ser o melhor formato a mescla do presencial com o remoto; 31,1% gostariam da exclusividade remota, enquanto que 24,7% disseram que deveriam suspendê-la totalmente pelo presencial.

 

“Os pais se mostram satisfeitos com o antídoto utilizado nesse momento e estão dispostos a permanecer no formato atual sem grandes angústias, por maiores que sejam as dificuldades existentes”, diz Christian Coelho, também coordenador do estudo. Porém, o especialista educacional alerta que hoje há um cenário de grande autopreservação, com o vírus circulando amplamente nas ruas. Para ele, imediatamente à chegada de uma vacina ou um tratamento total e cientificamente eficaz, a opinião não deverá se manter nos mesmos níveis. “Escola é convívio, é troca, e os pais sabem disso: é espaço de prática não apenas pedagógica, mas também social”, finaliza.

Sobre o União pelas Escolas Particulares (http://uniaopelasescolas.com.br– O grupo União pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte reúne hoje mais de 3 mil instituições, além de mais de 40 prestadores de serviços que trabalham para esse perfil de escolas. O grupo procura engajar, unir e organizar esforços, além de formular propostas que visem a assegurar do direito da livre iniciativa e da sobrevivência das escolas de pequeno e médio porte, repercutindo esse esforço na educação brasileira.

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