O ‘sonho da sede própria’ da Câmara de Nova Odessa

A cada novo presidente que assume a Câmara de Nova Odessa, o ‘sonho da casa própria’ se renova. O assunto sempre volta a ser discutido e agora é a vez do vereador Elvis Ricardo Garcia, o Pelé (PSDB), defender a construção de imóvel ao Poder Legislativo. O tema veio à tona depois de confirmado reajuste de 25,7% nos valores pagos de aluguel pelos cofres municipais.

São dois imóveis alugados e onde funcionam os gabinetes, o plenário e a secretaria da Câmara, que ficam em anexos na área central do município. De R$ 20.357, os valores mensais cobrados pelos proprietários subiram para R$ 25.591. Ou seja, são aproximadamente R$ 60 mil a mais a serem pagos somente este ano pela população novaodessense.

Os prédios possuem deficiências que impedem até mesmo a obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Desde o início do ano é pleiteada, junto à Prefeitura, a doação de uma área de 6.726 metros quadrados na Avenida Rodolfo Kivitz para construção da nova sede. E o investimento calculado na obra poderia ‘se pagar’ no período de 10 anos.

Opções

Nos últimos anos foram realizadas tratativas com a direção do Instituto de Zootecnia, para que a Câmara pudesse se mudar para alguns dos muitos locais vazios no pomposo e centenário órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento. Mas não se chegou a um acordo, aí volta a conversa da Prefeitura ceder uma área para construção do imóvel próprio.

O vereador Cabo Natal (Avante) tem cobrado bastante a construção da sede própria. Assim como Antonio Alves Teixeira, o Professor Antonio (PSD), que também cita as outras opções – além da transferência para o IZ, uma área na Praça dos Três Poderes, que na verdade segue sendo a ‘Praça de Único Poder’ (a Prefeitura), enquanto o Fórum também ocupa imóvel alugado.

A situação vem sendo ‘empurrada com a barriga’ nas últimas décadas pela comodidade, por parte dos prefeitos da ocasião, que preferiram receber as volumosas devoluções do orçamento destinado ao Poder Legislativo, o chamado “duodécimo”. Ou seja, para os chefes do Poder Executivo sempre era melhor contar com o dinheiro imediato do que pensar no futuro.

Agora, a ‘batata quente’ parece jogada pelo novo presidente da Câmara no colo do prefeito Cláudio Schooder-Leitinho (PSD). Mas cabe aos representantes do povo em Nova Odessa definir a estratégia: a área na Rodolfo Kivitz, na Praça dos Três Poderes ou se hospedar ‘grátis’ no IZ. O que não dá mais é aceitar pagar R$ 300 mil durante um ano com aluguéis.

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