O aumento da expectativa de vida e a aposentadoria

Melhorar o planejamento para a aposentadoria deve ser uma das implicações que a Reforma da Previdência — a ser aprovada pelo Congresso agora em outubro — trará para o trabalhador brasileiro. Isso porque com o aumento da expectativa de vida e com regras mais rígidas para o benefício pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), quem ganha acima do teto estabelecido ou tinha planos de se aposentar antes dos 65 anos, e quiser manter o recebimento dentro do padrão alcançado durante a vida laboral, terá que buscar alternativas como a previdência complementar. 
De acordo com dados divulgados recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referentes a 2018, a expectativa de vida do brasileiro passou para 76 anos e 3 meses — se comparada ao ano anterior, houve um aumento de três meses. Ainda segundo dados do IBGE, no Brasil, existem cerca de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e a estimativa é de que a população ultrapasse os 73 milhões idosos até 2060. 
O desafio de viver bem nesse viver mais envolve mais gastos com saúde e um mercado de trabalho ainda bastante despreparado para empregar pessoas mais velhas, mesmo que esses profissionais sejam qualificados. 
O período de transição — 20 anos, foi o estipulado pelo governo — é importante para que a sociedade se prepare para o envelhecimento, mas não muda a necessidade de investir pensando no futuro. “Viver mais antecipa uma reflexão sobre como se preparar financeiramente no presente, para assegurar qualidade de vida na aposentadoria. Impõe também uma mudança de comportamento”, afirma Ana Rita Petraroli, sócia-fundadora do Petraroli Advogados. O escritório é especializado em Seguros e Previdência Privada. 
Para a advogada, é preciso estabelecer uma disciplina para poupar, já que a previdência é um investimento de longo prazo, e avaliar o desempenho das opções de produtos disponíveis no mercado. 
Depois da flexibilização dos fundos de previdência, é possível diversificar aplicações e aderir a carteiras com viés menos conservador, com rendimentos mais competitivos no cenário de juro baixo, como o atual. Essa análise poderá representar a conquista de um futuro mais tranquilo com formação de reserva financeira que corresponda ao projeto de aposentadoria. 

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