NM analisa Marina Silva e as eleições

Quatro anos atrás, neste mesmo portal, escrevi um texto no qual afirmava que o fenômeno Marina Silva se encerraria naquela eleição. Como estava errado! Chegou a hora de morder a língua e me retratar. A única certeza é a mudança, já falava Heráclito de ??feso, filósofo grego.
Entre as duas eleições, Marina Silva personificou-se como a opção dos eleitores e população descontentes com PT e PSDB, algo como uma terceira via. Seus vinte milhões de votos foram a primeira manifestação de que parte da população não queria e estavam cansados da bipolaridade partidária. Mas a população deu um voto de confiança a Presidente Dilma, que foi perdendo o apoio ao longo do seu mandado com seu estilo autoritário e sem carisma ??? resultado de uma burocrata no cargo político mais importante do país. 
A segunda grande manifestação contra a bipolaridade partidária se deu nos protestos de junho de 2013. Havia anos que a população não saía a rua com tanta intensidade. Que eu lembre foi no impeachment de Collor.  A partir daí, sempre houve um corre-corre dos adversários, principalmente dos petistas para impedir a candidatura de Marina. Num primeiro momento, a falta de registro da Rede de Solidariedade, o seu partido, impediu a candidatura. 
Mas havia Eduardo Campos, que tentava se colocar como terceira via após seu sucesso e do seu partido, o PSB, nas eleições municipais de 2012. Ele, no prazo final das filiações partidárias, costurou com Marina Silva uma aliança política improvável e surpreendente, buscando obter o capital eleitoral dela. Não estava funcionando. Ele ficou patinando entre os 8% e 10% nas pesquisas eleitorais. 
De fato, parecia que o objetivo maior era ficar conhecido e se colocar como um nome viável para 2018. Devemos ser justos: Marina Silva desde então se colocou como candidata a Vice-Presidente de Campos e não o traiu.
Mas eis que vem a tragédia e com ela Heráclito de ??feso para me fazer morder a língua, lembrando que a única certeza é a mudança. Marina Silva volta à cena, no centro do palco, com todos os holofotes lhe iluminando, com claras chances de se eleger Presidente.
Tem alguns problemas, mas o eleitorado ainda não percebeu ou fingiu que não percebeu de tão cansado do PT e PSDB. Por enquanto ainda é um mistério seu programa de governo: o programa eleitoral ainda é feito com muitas frases de efeito e poucas propostas; seus apoiadores são conhecidos como sonháticos, de origem socialistas, mas ela ainda está se cercando de economistas liberais herdados de Eduardo Campos; os partidários da Rede não se acertam com os correligionários do PSB. Estes e outros problemas não ajudam a esclarecer o seu programa de governo.Mas ela vem forte e o que interessa em eleição é ganhá-la. Se até o Tiririca, que disse que não mais concorreria, já voltou candidatíssimo fazendo clone de Roberto Carlos, Marina Fênix Silva está bem próxima de se tornar a próxima Presidente do Brasil.

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