Movimento pede emancipação de Barão Geraldo

O presidente do MEB (Movimento Emancipa Barão) Renato César Pereira escreveu artigo do posicionamento do movimento que busca a emancipação do distrito de Campinas. O grupo mantém o site www.movimentoemancipabarao.com.br. Leia o artigo na íntegra:
Emancipação de Barão Geraldo
Emancipar o distrito de Barão Geraldo será o melhor para baronenses e campineiros. Hoje, Campinas é uma cidade com uma população de aproximadamente um milhão e cem mil habitantes. Conceitos modernos de administração apontam que o mais adequado, para o sucesso na gestão da coisa pública, são espaços físicos menores em aliança com populações proporcionais ao território.
Não é por acaso que as melhores cidades do mundo para se viver, com os menores índices de violência, transporte público eficiente, saúde de qualidade, políticas habitacionais satisfatórias, opções de lazer, valorização do patrimônio cultural e respeito ao meio ambiente são os municípios localizados nos países escandinavos. Nessa região da Europa, raramente, um município tem mais de trezentos mil habitantes.
O raciocínio é simples. Com menos gente e espaço físico menor fica mais simples administrar. Setores normalmente esquecidos ou deixados de lado podem receber a atenção devida.
Na contramão, as cidades com caráter de metrópole, como é o caso de Campinas, são as campeãs em insatisfação com a qualidade de vida e normalmente estão imersas em problemas urbanos que todos nós conhecemos.
Campinas e Barão Geraldo vivem esse paradoxo. Enquanto Campinas é grande e onerosa, como um caminhão subindo uma ladeira, com diversos setores esquecidos por falta de recursos e inabilidade administrativa, Barão Geraldo, por muito tempo, tem sido esquecido pelos governos municipais e estaduais.
Os casos de estupro, que tem feito inúmeras vítimas no distrito, são apenas um dos sintomas desse pouco caso. A situação chegou a tal ponto que foi necessário até protestos para cobrar mais segurança dos governantes. Na época a imprensa regional repercutiu o assunto com destaque.
Com áreas sem iluminação e pouco policiamento, mulheres trabalhadoras e estudantes universitárias se tornaram alvos fáceis de estupradores em Barão Geraldo. O pior é que, frequentemente, casos de violência sexual ainda ocorrem na região.
Ainda no campo da segurança pública, a 3ª CIA da Polícia Militar, sediada no distrito, cobre uma área gigantesca que vai do Village Campinas até próximo do Shopping Unimart, cuidando de nossa população com apenas cinco viaturas. O 7° DP da Polícia Civil também atende a uma extensa área da cidade e consegue realizar algum trabalho porque a Unicamp empresta sete funcionários.
Na mesma via, o distrito não tem autonomia política, administrativa e financeira. A população não participou da elaboração do Plano Diretor que foi contratado à Unicamp por R$ 600 mil e nem da discussão da mudança de zoneamento para as Macrozonas 2 e 3, que só visam atender ao interesse das grandes incorporadoras, que querem mudar a vocação desta região, rica em reservas ambientais.
A subprefeitura do distrito tinha 96 funcionários até o ano de 2003. Hoje, não passam de 16 funcionários para executar serviços para uma população que mais que dobrou e chega a ultrapassar os 100 mil, entre moradores fixos e flutuantes.
Existem problemas crônicos de infraestrutura espalhados pelo distrito. Bairros abandonados como o Solar Campinas e o Village padecem a espera de saneamento básico, asfalto, saúde pública e transporte urbano de qualidade. A região central não possui galerias pluviais e 90% das ruas do distrito precisam ter o asfalto refeito.
Os dois postos de saúde não atendem adequadamente à população, que sofre com a perda de médicos de todas as especialidades e dentistas. Sem deixar de registrar que exames laboratoriais, anteriormente realizados pelo Hospital Dr. Mario Gatti, foram suprimidos.
Com a emancipação, Campinas ganharia porque teria uma localidade a menos para administrar. Problemas de outras regiões passariam a receber mais atenção. Como consequência direta ocorreria a diminuição dos gastos públicos com o distrito e, com uma população menor, a Câmara campineira passaria a ter menos vereadores. Em contrapartida, Barão Geraldo passaria a ter a atenção que merece com uma administração centralizada. Trilhar este caminho é inevitável.

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