Movimento do Comércio avança 9,9% em maio

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, avançou 9,9% em maio na comparação mensal dessazonalizada, de acordo com dados apurados pela Boa Vista. Na avaliação acumulada em 12 meses, o indicador apresenta retração de 3%. No acumulado do ano o indicador recuou 9% contra o mesmo período do ano passado. Já em relação ao mesmo mês de 2019, o varejo apontou queda de 18,4%.

Após o indicador registrar queda acentuada em abril, o resultado de maio recupera pequena parte dessa perda e interrompe uma sequência de três quedas consecutivas. Refletindo leve reação do varejo no último mês com as medidas de estímulo aos empresários e consumidores no combate à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Ademais, dadas as adversidades provocadas pela chegada do novo vírus, reduzindo renda e emprego e pelas medidas de isolamento social ainda vigentes, espera-se que o movimento do comércio siga bastante fragilizado ao longo de 2020. E apesar do aumento na base mensal, melhores resultados dependerão da flexibilização das medidas de isolamento e do desempenho dos principais setores da atividade.

Setores
Na análise mensal, o segmento de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou alta de 39,4% em maio após ter registrado baixa de 83,3% no mês anterior, descontados os efeitos sazonais. Já nos dados sem ajuste sazonal, o segmento passou de vez para o campo negativo e recuou 13,4% no acumulado em 12 meses.

A atividade de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” continua evitando perdas significativas, registrando variação de -0,2% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses foi de 1,8% em relação ao ano anterior.

Já a categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” recuou 2,1% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Nos dados acumulados dos últimos 12 meses houve alta de 5,7%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” apresentou retração de 8,6% em maio considerando dados dessazonalizados, enquanto, na série sem ajuste, a variação acumulada foi de –4,6%.

 

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