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Mais inflação e apagão. Energia fica mais cara

A falta de chuva no mês de agosto agravou a crise hídrica, gerou um cenário de instabilidade e tornou iminente a possibilidade de um apagão, uma vez que a geração de energia elétrica no Brasil é totalmente dependente das águas. Com o risco de apagão, o governo federal pede pras pessoas ‘apagarem a luz’ e entra com novo aumento no custo da energia.
MAIS CARO- A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou hoje a criação de uma nova bandeira para a conta de luz, chamada de bandeira de escassez hídrica. A taxa tem o valor de R$ 14,20 por 100 kWh, e será aplicada à conta de luz a partir desta quarta-feira (1º). A bandeira ficará em vigor até 30 de abril de 2022. O novo valor representa um aumento de 49,6% (ou R$ 4,71) em relação à atual bandeira vermelha patamar 2 (de R$ 9,49 por 100 kWh), que estava sendo aplicada à conta de luz.
Segundo Amanda Ohara, consultora do Instituto Clima e Sociedade, a ausência de medidas efetivas do Governo Federal impacta diretamente o esgotamento do sistema. “Tá faltando água e todas as atividades que precisam de água para acontecer precisam estar com esse alerta ligado. Isso acaba comprometendo o abastecimento urbano de água, então em algum momento a gente pode ter cortes seletivos em algumas regiões. Tudo o que poderia estar sendo usado para gerar energia no Brasil, já está operando, e a gente ainda está em agosto e o período de seca vai até novembro. A gente ainda tem conseguido equilibrar a oferta com a demanda de energia, mas, até novembro, provavelmente a gente vai ter um cenário mais grave, que é o apagão, uma economia forçada”, disse Amanda.
Para a especialista, já passou do momento de se tomar medidas para tentar conter a crise, mesmo que não agrade a todos: “A gente já está em níveis historicamente críticos, alguns reservatórios já estão no mínimo que já atingiram nesta época do ano. O nível crítico já foi atingido e ultrapassado, contudo, essa ação de instituir o racionamento é bastante impopular. A gente entende a dificuldade do Governo Federal em tomar uma ação deste tipo em um ano que antecede o ano eleitoral, mas esse racionamento já deveria estar acontecendo”.

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