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LBF quer assumir até seleção brasileira

Um colegiado de clubes da Liga de Basquete Feminina pretende assumir a gestão do basquete feminino no País, inclusive o comando da seleção brasileira até os Jogos do Rio, em 2016. As seis equipes da Liga (LBF) romperam com Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
A LBF emitiu uma nota oficial nesta quinta-feira explicando qual é a sua posição e afirma que não irá esperar “outro vexame do basquete feminino” para agir. Segundo o comunicado, a CBB faz uma gestão irresponsável no basquete feminino no País.
O colegiado dos clubes propõe que a “gestão do basquete feminino seja feita pelas 6 equipes que estão representando os clubes através da disputa do campeonato Liga de Basquete Feminino (LBF)”.
O estopim para o início da rebelião foi a ausência de qualquer dirigente da CBB no evento de lançamento da LBF 2015/2016. Na terça-feira, a LBF deu início a um movimento que mostra o descontentamento com a gestão Carlos Nunes na CBB, propondo um boicote à seleção.
A CBB havia prometido conversar com os clubes, mas a Liga fala em descaso da confederação. Leia abaixo a nota oficial dos clubes:
NOTA OFICIALEm função do descaso da Confederação Brasileira de Basketball com as seleções femininas
nós, representados pelos clubes que estão disputando a 6º edição da Liga de BasqueteFeminina, decidimos não mais protestar mas sim colocar em prática ações que visam quenosso país tenha uma representação honrada nas Olimpíadas de 2016, algo que deve ser dointeresse da CBB também – imaginamos.
Até agora civilizadamente aceitamos todas as decisões da Confederação Brasileira referenteao feminino sem sequer sermos consultados. Entendemos o momento, mas não iremos maisesperar outro vexame do basquete feminino para tomar providências que já deveriam tersido tomadas pela entidade que dirige o basquete brasileiro.
A consequência da irresponsabilidade da CBB é clara e pode ser vista na queda dospatrocinadores do feminino e no prejuízo de imagem que as jogadoras tiveram durante ostorneios onde a Confederação demonstrou despreparado e desconhecimento damodalidade feminina. Estes são os problemas mais tangíveis, mas há também os que falamda diminuição de atletas, diminuição de clubes, de postos de trabalho, de visibilidade etc. .
Nós, clubes, não temos o mínimo interesse em cargos ou remuneração. Nosso objetivo nãoé ???enterrar??? o basquete feminino, algo que vemos a passos largos acontecer, mas sim dar avolta por cima. E agora. Nossa proposta, portanto, é:
A Confederação Brasileira de Basketball, através do seu presidente, aceita que de agora atéo final das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, a gestão do basquete feminino seja feitapelas 6 equipes que estão representando os clubes através da disputa do campeonato Ligade Basquete Feminino (LBF).
As 6 equipes formarão o Colegiado que irá definir todos os passos da Seleção Feminina deagora em diante. Nosso entendimento é que este colegiado possui totais condições detomar decisões, desde a programação até mesmo comissão técnica e convocação de atletas.São essas seis equipes que estão convivendo diariamente com o basquete feminino. Sãoestes técnicos que estão no dia a dia com as atletas ( 99% das atletas selecionadas estão naLBF).
Acreditamos na capacidade da presidência da Confederação Brasileira em unir-se com estaproposta em prol ao basquete feminino. Não existe por parte dos clubes o mínimo interesseem atrapalhar, em prejudicar, por mais que estejamos sendo boicotados há tempos.Que esteja claro: a não presença de jogadoras das equipes aqui envolvidas na seleçãopersistirá caso não tenhamos evolução em nossa proposta frente a mais um descaso daConfederação.
Por fim, aguardamos pelo posição da Confederação Brasileira de Basketball confiantes queacima dos interesses pessoais existe o objetivo de recuperar o basquete feminino.

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