Justiça proíbe dono da Havan de forçar voto de funcionário

A 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis determinou, nesta 4ª feira (3.out.2018), que a empresa Havan está proibida de impor, coagir ou direcionar as escolhas políticas de seus empregados. A decisão resulta de ação cautelar apresentada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) contra a rede de lojas, após o dono, Luciano Hang, pedir que seus funcionários votem no candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).
Na decisão, o juiz Carlos Alberto Pereira de Castro determina que a empresa e seu presidente, Luciano Hang, deverão publicar no Facebook e no Twitter de 1 vídeo contendo o inteiro teor da presente decisão até o dia 5 de outubro. 
A empresa ainda foi proibida de pressionar trabalhadores para se manifestarem contra ou a favor de qualquer candidato ou partido político, realizar pesquisas de intenção de voto entre seus empregados e praticar assédio moral para influenciar o voto dos trabalhadores. Em caso de descumprimento, está prevista multa de R$ 500 mil.
Para o magistrado, o empresário manteve uma ???conduta flagrantemente amedrontadora??? ao divulgar vídeos e organizar eventos com funcionários em que declara seu voto no candidato do PSL, sugerindo que, caso ele não ganhe, o futuro da Havan e de seus empregados estará em risco.

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