Intercâmbio no ensino médio? Dá pra fazer sim

 Intercâmbio no ensino médio? Dá pra fazer sim

Há vagas para fazer ensino médio fora do país, aprender um novo idioma, diferentes hábitos e costumes. ???A experiência do high school é de transformação, que faz o participante amadurecer, descobrir seu lugar no mundo, aprender a entender e acolher as diferenças, fortalecer laços de amizade e mudar sua maneira de ver o mundo???, diz Ana Paula Castro, Gerente de Desenvolvimento de Programas do AFS, a mais antiga organização de intercâmbio para jovens do mundo.
São 176 vagas, com ida em agosto para vários países, entre eles, Canadá, Eslováquia, Filipinas, Estados Unidos, Argentina, França, Alemanha. Ana Paula lembra que o intercâmbio capacita o estudante a se tornar um cidadão global e enfrentar futuramente o mercado de trabalho altamente competitivo e com profissões inovadoras. Tornou-se uma necessidade, tanto é que teve aumento de 27% no ano passado em relação a 2018, segundo pesquisa da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta). Com adicional de preços mais acessíveis.
No AFS, o estudante ainda ajuda outros. ???Por ser uma organização sem fins lucrativos, parte dos recursos vai para um fundo que proporciona bolsas a adolescentes de situações menos privilegiadas e o pagante faz parte deste projeto???, explica Ana Paula. Segundo ela, o programa de ensino médio varia de bimestral, trimestral, semestral a anual.
Antes da viagem, o intercambista participa de reuniões de orientações que o preparam e capacitam para o programa no exterior, onde ficará acomodado em uma casa de família. De volta ao Brasil, ele é convidado a fazer parte do quadro de voluntários e se envolver em vários projetos da ONG.  ???O AFS oferece suporte durante toda a experiência, com apoio de equipe de psicólogos. O atendimento é feito aos pais e estudantes???, diz a gerente.
Para participar, é necessário ter entre 14 e 18 anos, cursar o ensino médio. Alguns países, não aceitam alunos repetentes e há os que exigem conhecimento básico ou intermediário do idioma nativo. Laura Moura, aluna da Escola Sandoval Soares de Azevedo, em Ibirité, na Grande BH, voltou do intercâmbio no final do ano passado e agora quer difundir tudo o que aprendeu em Mondovi, norte da Itália.
???Saí da minha zona de conforto, o intercâmbio me fez conhecer um pouco mais de mim, até onde posso ir para realizar meus sonhos???, diz Laura, que tem muitos planos para o futuro. Entre eles, fazer faculdade de comunicação internacional, tornar-se voluntária, viajar pelo mundo.
Ruan Pedro, de João Pessoa (PB), fez high school na Costa Rica, e conta que voltou mais feliz, aberto, enxergando o mundo de outra forma. ???Não tem nenhuma palavra que defina uma experiência como esta, única. Foram 6 meses de muito aprendizado, uma nova cultura, um novo idioma, novas pessoas, nova rotina e confesso que não estava preparado pra tudo isso, só conseguia imaginar o quanto aquela aventura estava me fazendo bem???, diz Ruan Pedro.
Os interessados em fazer parte dessa experiência transformadora, podem entrar em contato com o Comitê do AFS mais próximo a sua cidade. Há comitês em mais de 100 cidades do Brasil. No link https://www.afs.org.br/afs-perto-de-voce/ é possível encontrar os telefones. 
SOBRE O AFSCom sede em Nova Iorque, presente em mais de 60 países e 105 anos de existência, o AFS ??? uma ONG sem fins lucrativos – está no Brasil desde 1956. Já enviou e recebeu cerca de 14 mil intercambistas, em parceria com cerca de 400 escolas. Hoje, conta com quase mil voluntários que formam a rede de atuação em mais de 100 cidades do Brasil, onde possibilitam a realização de programas e desenvolvem as atividades que apoiam as experiências interculturais de todos os envolvidos.
O AFS é atualmente apoiado por 500 mil voluntários e 10 mil famílias hospedeiras ao redor do mundo. Em 2019, o AFS Intercultura Brasil, que faz parte da rede AFS Intercultural Programs, foi reconhecido com umas das 100 melhores ONGs do Brasil pelo Instituto Doar e a Rede Filantropia (https://melhores.org.br/em2019/).

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