Inserção, incentivo e estabilidade no mercado de trabalho

Oferecer oportunidade a quem está ingressando no mercado de trabalho, incentivar novas formas de geração de renda e garantir a permanência no emprego com responsabilidade social são medidas urgentes e possíveis

O número de desempregados no país é assustador. O último levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 65, 6 milhões de brasileiros não estão empregados e nem procuram emprego, o que representa 12,4% da população. ?? a maior taxa de desemprego da história. Índice muito superior aos 4,8% atingidos em 2014, durante o governo Dilma (menor índice da história).

No estado de São Paulo são mais de três milhões de pessoas que não conseguem inserção formal ou informal no mercado de trabalho. A reforma trabalhista, orquestrada e vendida pelo PSDB e PMDB e pelos personagens que hoje ilustram o noticiário político-policial, podem até ter facilitado a vida do empresariado, mas não se mostrou efetiva na geração de emprego e manutenção de renda. Pelo contrário: expôs sua inconsistência levando quem ainda possuía as proteções da CLT à informalidade ou ao desemprego.

O cenário é ainda mais desalentador para quem busca o primeiro emprego. Os paulistanos com idade entre 18 e 24 anos que estão desocupados somam 32,3% deste grupo. Portanto, aliar a criação de novas vagas e estabilidade para esse público é primordial.

Uma ideia que deve ser expandida são as Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares, as ITCPs. O programa já é realidade em algumas cidades brasileiras e reúne pesquisa e extensão universitária em torno da economia solidária. Na prática, é levar a universidade a áreas e pessoas sem acesso à formação e à capacitação para empreender, incentivar o coletivismo ao mesmo tempo que promove a troca de saberes populares e acadêmicos.

Cada incubadora pode desenvolver a forma com que o trabalho será realizado, pautado sempre pela gestão coletiva e finalidade específica de acordo com as características de onde será implantada. Cidades com potencial em turismo rural, por exemplo, podem desenvolver projetos voltados à formação de profissionais aptos a preservar o patrimônio local, seja ele histórico ou ambiental, orientar visitantes, preparar o comércio local para recebê-los e até mesmo pensar em novos serviços oferecidos. Cidades com uma atividade industrial específica, como as têxtis, podem investir em pesquisa de materiais, desenvolvimento de peças e ampliação do varejo de maneira estratégica e em consonância com a realidade regional. Dessa maneira, a economia se torna democrática, envolvendo toda a comunidade. Cabe aos agentes públicos incentivar esse tipo de ação e garantir que seja tirada do papel, bem como fiscalizar sua atuação.

Há dispositivos que incentivam a economia solidária no Plano de Ação Nacional de Economia Solidária, lançado em 2014, voltados principalmente à economia verde, que envolvem saneamento básico, mudanças climáticas e manejo florestal comunitário e familiar, sob medida para boa parte das cidades do interior de São Paulo.

Como constatou o ex-presidente Lula, em artigo publicado no último domingo: quanto mais emprego e inclusão social, mais salário, mais consumo, mais arrecadação que permite mais investimento, com mais empregos.

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