Hospital de NO: 15% são ‘pacientes estrangeiros’

Um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde de Nova Odessa apontou que cerca de 15% dos pacientes atendidos no pronto-socorro do Hospital e Maternidade Municipal Dr. Acílio Carreon Garcia são de outras cidades da região. O estudo indicou ainda que a maioria dos “pacientes estrangeiros” reside em Sumaré. A Administração tem implementado uma série de ações com o intuito de disciplinar os serviços na rede pública de saúde.

“Identificamos que uma parcela considerável dos nossos atendimentos é a pacientes de fora, em especial de Sumaré, que vive uma situação delicada na rede pública de saúde. Como nosso hospital é porta aberta, não negamos atendimento de urgência e emergência e prestamos auxílio a quem nos procura”, explicou o secretário interino de Saúde e presidente da Comissão de Avaliação e Mediação que atua junto à Secretaria, Vanderlei Cocato.
Segundo ele, entre 05 de novembro e 05 de dezembro foram feitos 9.185 atendimentos no pronto-socorro do hospital, sendo que 1.437 foi a pacientes estrangeiros. “Desse total, 1.217 declararam ser de Sumaré”, disse. O restante era moradores de cidades da região como Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Monte Mor e Hortolândia e também de municípios como São Paulo, Sorocaba e Rio de Janeiro.
O levantamento apontou que das 9.185 pessoas que procuraram por atendimento no hospital novaodessense neste período, 6.704 foram atendidas por socorristas, 1.967 por pediatras e 514 por ginecologista. Em relação ao atendimento prestado exclusivamente aos pacientes sumareenses, 861 passaram por socorrista, 290 por pediatra e 66 por ginecologista.
O secretário afirmou ainda que o número de pacientes de outras cidades atendidos no hospital de Nova Odessa pode ser ainda maior, já que já foram detectados casos de pessoas que usam endereços de moradores da cidade para serem atendidas.
Apesar do pronto-socorro funcionar com “porta aberta”, Cocato afirmou que pacientes de outras cidades recebem o primeiro atendimento e, em casos mais complexos, são encaminhados para a cidade de origem para o tratamento adequado. Ele afirmou, no entanto, que haverá algumas mudanças. “Alguns casos que chegam até nós não são para atendimento no pronto-socorro. A partir de agora, casos que não se enquadram em situação de urgência e emergência serão orientados a procurar por atendimento em seus municípios de origem.
A medida, segundo Cocato, visa disciplinar o atendimento. “Nova Odessa é uma cidade com cerca de 56 mil habitantes e nossa estrutura é bastante enxuta. Se considerarmos a população total, ter 9,1 mil atendimentos em um mês no hospital é um índice alto e, infelizmente, não conseguimos arcar com os custos de atender pessoas de fora”, disse. “Estas medidas são tomadas exatamente para garantirmos um atendimento adequado aos nossos moradores”, continuou.

MEDIDAS ??? A realização do Cartão da Saúde apenas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), alteração no agendamento das consultas com médicos do Ambulatório de Especialidades e as novas regras para acesso de pacientes, visitas e funcionários ao pronto-socorro são algumas das medidas já implementadas para otimizar o atendimento no Hospital Municipal.
A atualização cadastral dos pacientes também é feita e, além de garantir contato mais eficaz com o usuário, tem também o objetivo de identificar possíveis irregularidades relacionadas a pacientes de outras cidades. “?? muito importante também que o usuário da rede mantenha seus dados cadastrais sempre atualizados”, disse o secretário interino.

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