Harmonização Facial: qual é o limite?

Como muita gente sabe, principalmente os mais ligados na vida dos famosos nas redes sociais, o procedimento de harmonização facial tem feito cada vez mais adeptos. De acordo com o Google Trends, houve um aumento grande no número de pesquisas sobre o termo no segundo semestre de 2020, após personalidades como Wesley Safadão e MC Brinquedo aderirem à moda. Além disso, o tópico é sempre um divisor de águas, por muitas pessoas acharem os resultados do procedimento exagerados, o que acaba gerando debates nas redes sociais.

Recentemente, o cantor Lucas Lucco compartilhou sua insatisfação com a própria harmonização, realizada em 2019, e como ele procurou reverter este processo. Então, ficam várias dúvidas para quem tem o interesse de fazer esta correção no rosto. É possível realizar o procedimento sem ficar com aquela aparência ‘caricato’ criticada por muitos? E, mais importante, é possível reverter os efeitos?

Segundo o Dr. André Borba, especialista em oculoplástica pela Universidade da Califórnia e um dos autores do livro Técnicas de rejuvenescimento facial: Toxina botulínica e MD Codes, a técnica da reversão, assim como o preenchimento, funciona através de aplicações. O ácido hialurônico, usado na harmonização facial, se dissolve naturalmente, dentro de 12 a 18 meses. “Mas caso o paciente queira remover os efeitos rapidamente, é aplicada uma enzima chamada Hialuronidase, que vai acelerar a dissolução deste preenchedor”, explica.

A harmonização é um método complexo, que mapeia matematicamente as feições do rosto, para que ele seja preenchido em lugares específicos buscando a simetria e o embelezamento. Isso quer dizer que não existe uma única fórmula ou um padrão, pois cada rosto tem uma estrutura óssea e uma distribuição de gordura diferentes, assim como um padrão de força muscular. Ou seja, o que fica bom em alguém pode não ser o ideal para outras pessoas.

No final, o foco é ficar confortável em seu próprio corpo. Por isso, o especialista destaca a importância de pesquisar e se informar sobre o médico escolhido, principalmente na hora de realizar procedimentos estéticos. “Quando cuidamos de uma parte tão fundamental como a autoestima do paciente, temos de ter a responsabilidade de deixá-lo na melhor versão de si mesmo”, finaliza.

 

Dr.André Borba – Médico Oftalmologista e Cirurgião Oculoplástico, especialista em Cirurgia Reconstrutiva e Estética das Pálpebras e Via Lacrimal, com doutorado em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP). Revisor científico da Pan-American Journal of Ophthalmology dos EUA. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular (SBCP) e membro titular da Sociedade Portuguesa de Medicina Estética (SPME).

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