Grande mídia se junta contra Fake News nas eleições

O Projeto Information Disorder e a First Draft International têm o orgulho de anunciar o Comprova, um projeto que reúne jornalistas de 26 diferentes empresas de mídia brasileiras para identificar e explicar rumores, conteúdo forjado e táticas de manipulação que possam influenciar a campanha para as eleições presidenciais no Brasil em 2018. O Comprova foi inspirado por outros projetos do First Draft, como o CrossCheck ??? sua iniciativa de colaboração jornalística premiada, realizada durante a campanha eleitoral presidencial na França, em maio de 2017. Outros deles foram parcerias com agências de verificação de fatos nas eleições de junho de 2017 no Reino Unido e de setembro de 2017 na Alemanha.
O Comprova vai monitorar e fornecer relatos precisos sobre peças de desinformação compartilhadas em redes sociais, sites e aplicativos de mensagens privadas. O projeto será implementado diretamente por uma ampla coalizão de empresas de mídia que inclui AFP, Band, BandNews, Canal Futura, Correio do Povo, Exame, Folha de S.Paulo, GaúchaZH, Gazeta do Povo, Gazeta Online, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, O Estado de S.Paulo, O Povo, Poder360, piauí, Rádio BandNews FM, Rádio Bandeirantes, SBT, UOL e Veja.
A coalizão desenvolveu o fluxo de trabalho, estabeleceu diretrizes e batizou o projeto ao longo de uma série de reuniões desde o início de 2018. O Comprova entra no ar em 6 de agosto de 2018. Ao longo de cinco semanas antes dessa estreia, a equipe do Comprova vai trabalhar em atividades para engajar o público e consolidar sua presença nos canais de mídias sociais e no WhatsApp.
A coalizão está sob coordenação da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e tem apoio do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo). O Google News Initiative e o Facebook Journalism Project ajudam a financiar o projeto, além de oferecer treinamento e apoio técnico. ???O desafio do combate à desinformação exige uma ação coordenada???, diz Daniel Bramatti, presidente da Abraji e líder do Comprova. “Nunca tantos veículos concorrentes se uniram em um projeto colaborativo como este, e a Abraji se orgulha de fazer parte desta iniciativa.”
O objetivo do Comprova é identificar e combater a desinformação online e as técnicas sofisticadas de amplificação e manipulação que vemos hoje mundo afora. Essas táticas requerem que jornalistas desenvolvam habilidades novas e complexas. Por isso, todos os participantes da coalizão passarão por treinamento contínuo e terão oportunidades para compartilhar seu conhecimento, dicas e expertise uns com os outros e entre diferentes redações. O fluxo de trabalho foi projetado intencionalmente para estimular investigações colaborativas por um período que vá além das eleições de 2018.
As redações participantes trabalharão juntas para verificar informações, depois criarão peças visuais como imagens compartilháveis, gifs animados e vídeos curtos para espalhar os desmentidos. Um critério inovador do projeto é que nenhum desmentido será publicado antes de ao menos três veículos de imprensa diferentes entrarem em acordo sobre a falsidade da informação em questão. O Comprova não terá uma redação central; a apuração será fruto do trabalho coletivo de 24 redações. Os relatos serão publicados no site www.projetocomprova.com.br e terão alcance ampliado pelos parceiros do projeto, que usarão seus próprios canais e publicações para que mais brasileiros tenham acesso a informação confiável.
“Para o Futura é uma grande oportunidade, pois ratifica nosso compromisso com um projeto ainda maior de Educação, onde já atuamos há bastante tempo com educadores e jovens. Recentemente, firmamos parcerias com a Agência Lupa (com o projeto fakeounews.org) e com a revista Nova Escola para produção de vídeos sobre boatos de internet. Enfim, precisamos atuar sempre pela valorização da educação em todos os ambientes, sobretudo no digital”, diz José Brito, gerente de Distribuição do Canal Futura.
O Comprova foi projetado para tecnologia móvel e tem a acessibilidade como prioridade. Isso se manifesta desde o design do site até à prioridade do conteúdo visual sobre o texto nas peças apresentadas. O projeto segue boas práticas de alfabetização midiática e tem preocupação legítima com custos de dados.
Com o Brasil concentrando um grande número de usuários do WhatsApp (as últimas estatísticas disponíveis contabilizaram 120 milhões de usuários no país em maio de 2017), o Comprova pedirá a brasileiros que relatem rumores relacionados às eleições presidenciais a uma conta dedicada de WhatsApp. O projeto vai usar sua conta do WhatsApp Business para reagir usando informação correta apurada pelos integrantes da coalizão. Os leitores e espectadores serão encorajados a compartilhar a informação correta para seus contatos de WhatsApp, prática que já se mostrou efetiva para corrigir boatos disseminados pelo aplicativo de mensagens privadas. 
Um aspecto crucial do Projeto Comprova será o cuidado de desmentir apenas informações equivocadas que já tenham tido um grande alcance ou que tenham potencial viral. A ideia é que a plataforma não corra risco de ajudar um boato ainda fraco a ganhar fôlego acidentalmente. “O volume de conteúdo problemático circulando no Brasil é grande demais para que uma única redação lide com ele, e não faz sentido que diferentes redações dupliquem esforços para investigar os mesmos casos de conteúdo problemático”, afirma Claire Wardle, diretora do First Draft. “Ao treinar redações e unir esforços, acreditamos que um projeto como este possa ter impacto duradouro no Brasil.”
Os parceiros institucionais da iniciativa são Associação Nacional de Jornais (ANJ), RBMDF Associados, Escritório da Universidade de Harvard no Brasil, Projor, Torabit, Ideal H+K Strategies e Twitter.
MAIS INFORMA????ES:  Site: projetocomprova.com.brFacebook: facebook.com/ComprovaBRYoutube: youtube.com/comprova

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