A grande imprensa se encantou (criou) e aderiu de pronto a Collor em 1989. Depois, houve o desencantamento e a queda do Caçador de Marajás em 1992.

A adesão a Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi mais que automática. Jornalões viam um ‘habemos presidente’ no professor da Sorbonne, de fala empolada e que seguia o receituário do Consenso de Washington- Eficiência do Estado, Privatizações e alinhamento com os EUA.

Lula e o PT nunca tiveram agenda semelhante à da grande imprensa. O petismo tratou de irrigar setores soltos da mídia (seriam os progressistas) para tentar equilibrar o jogo da informação. Nesse período surgiu o termo PIG (Partido da Imprensa Golpista), amplamente divulgado pelos ‘progressistas’.

As eleições de 2006 e de 2010 foram os mais fortes pontos de conflito entre o petismo e a grande imprensa. As eleições presidenciais de 2010 foram o ápice do conflito, com acusações graves e posicionamento mais claro de pelo menos dois representantes do tal PIG (Editorial do Estado e declaração de que a grande mídia precisava ser oposição, da presidente da ANJ e executiva da Folha).

O PSDB todas as vezes apresentou o candidato que representava o ideário da grande mídia brasileiro. Agora, Aécio não parece ser capaz de convencer a grande mídia. Além disso, a grande mídia se dá melhor com Dilma do que acontecia com Lula.

O Mensalão e o tal do ‘passar o país a limpo’ também tem significado em uma espécie de expurgo do medo que o petismo podia representar para as vozes mais conservadoras do país.

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