Energia sobe e água vai atrás

A Agência Reguladora  PCJ (ARES-PCJ), em função da mais grave crise hídrica dos últimos 90 anos e do aumento de até 50% nas tarifas de energia elétrica na região, informa que serão colocados em prática, a partir do próximo mês de agosto, os primeiros reajustes extraordinários nas tarifas de água. A ação se justifica pelos aumentos dos custos com energia elétrica e produtos químicos, que têm preços atrelados ao dólar, e são utilizados em maior quantidade para o tratamento da água no período de estiagem. A ARES-PCJ fez o alerta no início deste ano de que a crise hídrica, além do aumento nos custos operacionais, principalmente em energia elétrica, e uso de maior quantidade e diferentes produtos químicos no tratamento de água devido à baixa qualidade dos mananciais nesse período, bem como a redução no volume faturado de água, poderiam impactar diretamente nas tarifas de água e esgoto dos municípios da região. Na última Assembleia Geral Ordinária da entidade, ocorrida em março de 2015, a Diretoria da ARES-PCJ já havia abordado o assunto com os prefeitos da região (http://www.arespcj.com.br/noticias/473/arespcj-elege-nova-presidencia.aspx), informação essa que, inclusive, foi notícia na imprensa regional. A variação nas despesas com energia elétrica tem impactado diretamente no equilíbrio econômico-financeiro dos prestadores de serviço de saneamento básico. Em meio à crise hídrica, muitos precisaram fazer novas captações ou bombeamentos emergenciais para garantir o abastecimento à população, o que aumentou a energia consumida. Em meio a este cenário, tivemos  seguidos reajustes das tarifas de energia elétrica desde o final do ano passado e, em janeiro de 2015, teve início a cobrança das bandeiras tarifárias. Esses aumentos impactaram em até 100% no valor das contas de energia do SEMAE Piracicaba, SANASA Campinas, DAE Jundiaí, DAAE Rio Claro, dentre outros prestadores. A crise hídrica impactou, também, no faturamento dos prestadores. As estruturas tarifárias são construídas de maneira a garantir uma quantidade mínima de água para cada residência (consumo mínimo) e desencorajar o desperdício de água (tarifa maior para consumos elevados). Assim, a tarifa do consumo mínimo é subsidiada pela tarifa dos maiores consumidores. Num cenário em que houve redução de consumo de água e em que a maioria dos usuários migraram para as primeiras faixas (subsidiadas pelas demais), ocorreu redução considerável do faturamento dos prestadores. Considerando esses fatores, aumento dos custos e redução das receitas, e a realidade econômico-financeira de cada prestador, a ARES-PCJ definiu reajustes extraordinários nas tarifas de água e esgoto em Piracicaba (15%), Campinas (15%), Rio Claro (8,39%) e Jundiaí (16%), e ainda realiza estudos para outros municípios. No final deste ano e início de 2016, quando do período de reajustes ordinários nesses municípios, os resultados dessas medidas extraordinárias serão considerados nos estudos da ARES-PCJ, podendo resultar em reajustes menores, principalmente se houver condições climáticas favoráveis e melhoria da quantidade e qualidade das águas dos mananciais. Vale lembrar que em todos os processos de reajustes a ARES-PCJ vem exigindo dos prestadores o empenho na aprovação de seus Planos de Perdas de Água para enquadramento nas metas de redução previstas nos Planos de Bacias.

Gostou? Compartilhe!

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

Siga-nos

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE