Pesquisa mostra empresário mais confiante no comércio de SP

O IFECAP, índice da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) que mede a confiança do empresário do comércio no Estado de São Paulo, registrou alta de 1,56% para o mês de fevereiro, quando comparado com o mês anterior, janeiro de 2021. O Índice Geral registrou 112,92 pontos, na série sem ajuste sazonal. Em relação ao mesmo período do ano passado, o Índice Geral se encontra 13,25% abaixo do registrado em fevereiro de 2020.

O Índice Momento Atual apresentou estabilidade (-0,73%), na comparação com o mês anterior, registrando 99,05 pontos. O indicador permanece abaixo dos 100, o que indica pessimismo. O resultado foi influenciado pelas vendas e encomendas, 0,39% e 6,53% abaixo do verificado em janeiro de 2021, respectivamente. Contudo, foi verificado uma expressiva melhora na situação geral dos negócios (+3,90%), quando comparado com o mês anterior.

Panorama da evolução do Plano SP

Após o fim das coletas do mês passado, janeiro 2021, o Plano SP aumentou ainda mais o endurecimento de medidas para contenção da pandemia, o que preocupou os resultados futuros do comércio.

Em 22/01, 78% da população do estado se encontrava na fase laranja e as regiões de Presidente Prudente, Marília, Bauru, Sorocaba, Barretos, Franca e Taubaté foram classificadas na fase vermelha (cujas atividades não essenciais devem permanecer fechadas). Mas, o maior destaque era para a fase vermelha em todo o estado entre 20h e 6h nos dias de semana, e nos sábados, domingos e feriados (esta medida foi revogada em 03/02).

Contudo, algumas cidades do interior rejeitaram as medidas mais restritivas do Plano SP, como Bauru, que permitiu o funcionamento de estabelecimentos por 10 horas diárias, de segunda-feira a sábado, no máximo até as 20 horas.

Na semana seguinte, 29/01, uma nova classificação foi realizada. Desta vez, apenas 18% da população do estado se encontraria na fase vermelha (o restante foi classificado na fase laranja), sendo Marília, Bauru, Barretos, Franca, Ribeirão Preto e Taubaté, as regiões da fase mais restritiva.

Mesmo com tais mudanças, comerciantes passaram a criticar o plano de contenção da pandemia, o qual os prejudicavam mesmo adotando todas as medidas de segurança em seus estabelecimentos, como distanciamento social, uso de máscaras, limpeza, entre outras. Foi então que, mais uma vez, o governador anunciou uma reclassificação, sendo esta a vigente durante o nosso período de coleta.

Alegando melhoras no número de casos e mortes, em 05/02, o mapa do estado de SP volta a ter regiões na fase amarela (onde o comércio e restaurantes podem funcionar até 22h e bares até 20h). As regiões classificadas na fase amarela foram: Presidente Prudente, Araçatuba, Campinas, Registro, Grande SP e Baixada Santista.

O número de regiões na fase vermelha também diminuiu, sendo Bauru, Araraquara e Franca, as únicas na lista.

Auxílio aos comerciantes

Ainda, um pacote de medidas foi anunciado, o qual prevê R$ 125 milhões de crédito e a manutenção do fornecimento de gás e água para os estabelecimentos com pagamentos em atraso (que poderão ser parceladas sem juros e multas), até o final do mês de março. Outro destaque é que os protestos de dívidas ativas ficariam suspensos, por 90 dias, para ajudar empresários na obtenção de empréstimos.

Cancelamento do ponto facultativo do Carnaval

No dia 29/01, após a recomendação do comitê de saúde, o governador e prefeito da capital cancelaram o ponto facultativo. Mesmo assim, o fluxo de pessoas para a Baixada Santista foi elevado: desde a meia-noite de quinta-feira (11/02), mais de 220 mil veículos foram ao rumo do litoral, segundo a Ecovias.

Os resultados, do IFECAP por região, demonstram uma alta de 11,47% do Índice Geral, na cidade de Santos, quando comparado com o mês anterior. A região também foi a única, das pesquisadas pelo nosso indicador, que apresentou uma melhor situação, quando comparado com o mesmo período do ano passado (2,93%).

Na tabela abaixo, também pode ser verificado que as regiões de Bauru e Ribeirão Preto, foram as mais afetadas, quando comparadas com janeiro de 2021, registrando uma queda de 10,27% e 12,35%, respectivamente, no Índice Geral.

Os resultados do Índice Futuro, que registra as expectativas para os próximos três meses, apresentou uma alta, na comparação com o mês anterior (4,23%), registrando 133,72 pontos. Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, o valor ainda se encontra 16,11% abaixo. Os resultados do Índice Futuro se devem, principalmente, às expectativas de vendas para os próximos três meses, com alta de 4,93% (137,54 pontos), quando comparamos com o mês anterior. As expectativas de encomendas futuras tiveram uma alta de 3,50% (quando comparado com janeiro de 2021), alçando 129,89 pontos.

“Existe a expectativa de um novo auxílio emergencial (em torno de R$ 250), que pode alcançar 40 milhões de pessoas. Diversos dados apontam que os R$322 bilhões do programa em 2020, ajudaram o comércio, que fechou o ano com alta de 1,2%, segundo o IBGE. Uma nova injeção de dinheiro é a expectativa, não somente de empresários, mas de milhares de famílias que vivem na linha da pobreza. A maior preocupação é de que, mais uma vez, o governo invista em uma política de consumo artificial, sem pensar no longo prazo: as contas públicas se agravam e continua a falta de políticas de geração de empregos”, opina o economista e pesquisador do Instituto de Finanças FECAP Allan S. de Carvalho.

Índice FECAP de Expectativa nos Negócios

Composto pela compilação de informações sobre as empresas do comércio varejista do Estado de São Paulo, o IFECAP considera o desempenho atual das vendas a clientes e das encomendas a fornecedores, bem como a avaliação geral da situação atual do negócio. O índice avalia ainda informações sobre as expectativas dos empresários quanto às vendas e encomendas para os próximos três meses.

O IFECAP – Índice FECAP de Expectativa nos Negócios consiste em um indicador baseado em metodologia largamente utilizada por diversos países. Há mais de 12 anos, a FECAP coleta dados e calcula mensalmente o índice, que avalia a situação atual das empresas do comércio varejista, com informações sobre o desempenho atual das vendas e das encomendas.

A escolha do comércio varejista como universo da pesquisa se deve ao fato de ser esse setor o elo entre a indústria em geral e o consumidor final, uma vez que grande parte da produção de todos os setores da economia acaba circulando de alguma forma pelas empresas do comércio. Seu principal uso refere-se à previsão do nível de atividade da economia, isto porque o índice procura avaliar a expectativa real dos empresários em relação às variáveis chaves, como encomenda a fornecedores e venda ao consumidor final, ou seja, a antecipação do comportamento da produção e renda.

O IFECAP é composto pela compilação de informações sobre o desempenho atual das vendas e das encomendas, bem como a avaliação sobre a situação atual das empresas do comércio varejista. Consideram-se ainda informações sobre a expectativa dos empresários quanto ao desempenho das vendas e das encomendas para os próximos três meses.

Indicadores

O IFECAP divide-se em três indicadores:

Índice Momento Atual: diz respeito às respostas dos empresários sobre as suas encomendas atuais, realizadas junto a seus fornecedores; a evolução das vendas no período atual; e a avaliação da situação geral dos negócios;
Índice Futuro: calculado com base nas expectativas dos empresários em relação às suas vendas e encomendas em um horizonte temporal de 3 meses;
Índice Geral: é o indicador composto da agregação dos dois índices descritos acima.

Metodologia

A metodologia do IFECAP considera um conjunto de perguntas qualitativas referidas às expectativas do empresário. São pesquisadas diversas empresas do comércio varejista nas cidades de São Paulo. A pesquisa é sempre realizada na semana do dia 15 do mês corrente, composta por questões qualitativas, que captam a percepção do empresário em relação ao desempenho de sua empresa, classificadas em microempresas, pequenas, médias e grandes empresas.

A ÍNTEGRA DA PESQUISA PODE SER CONFERIDA NESTE LINK: https://www.fecap.br/pesquisa-iff-ifecap/#dearflip-df_19639/1/
Sobre a FECAP
A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade em todos os seus cursos: Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Extensão e cursos corporativos. Dentre os diversos indicadores de desempenho, comprova a qualidade superior de seus cursos com os resultados do ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e do IGC (Índice Geral de Cursos), no qual conquistou o primeiro lugar entre os Centros Universitários do Estado de São Paulo. Em âmbito nacional, considerando todos os tipos de Instituição de Ensino Superior do País, está entre as 5,7% IES cadastradas no MEC com nota máxima.

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