Ele quer atravessar o Atlântico nadando

Na história da humanidade, 4.100 pessoas já escalaram o Everest, 1.340 nadaram o Canal da Mancha e 12 pisaram na Lua. Mas ninguém nunca atravessou o Oceano Atlântico a nado, de ponta a ponta. Aos 36 anos, o britânico Ben Hooper quer ser o primeiro. E ele já está acostumado a superar adversidades: sobreviveu a um quadro severo de falência pulmonar quando nasceu e, aos cinco anos, voltou a encarar a morte de perto quando quase morreu afogado em uma piscina.”Minha paixão pela água só aumentou depois disso”.
Ex-policial, Hooper vai percorrer 2.837 km de Dakar, no Senegal, a Natal, no Brasil. Contudo, a travessia, que deve durar quatro meses, não será feita em linha reta, devido à forte correnteza. Em vez disso, ele vai nadar em um estranho formato de “L”, seguindo para baixo do Equador para depois subir novamente rumo ao litoral nordestino, explica.
Ele também terá de superar diversos obstáculos, entre eles o tamanho das ondas ??? que podem chegar a 4 metros de altura (“?? como se você nadasse uma montanha”) ??? e a água, consideravelmente quente e salgada (“incrivelmente horrível, queima o fundo da garganta, especialmente no calor”.
Além disso, o ex-policial terá de atravessar uma área infestada de tubarões. Ele conta que usará um tipo de traje de camuflagem. Também lançará mão de um gás experimental ??? que libera um aerossol na água e simula o odor de cartilagem apodrecida desses animais.
“Já nadei com tubarões enquanto treinava na Flórida então não sei se acabei perdendo o medo. Eles parecem dar meia-volta quando me veem (risos). Não estou preocupado. Temos o equipamento necessário para afugentá-los”, afirmou.”Mas não acho que eles sejam o maior obstáculo que vou enfrentar”, acrescentou.No entanto, segundo Hooper, o principal desafio será enfrentar a monotonia ??? ou como manter-se são nadando num horizonte sem fim. “O que você faz para não enlouquecer? Não tenho ideia”.Somente duas pessoas já tentaram cruzar o Atlântico a nado, mas nenhum dos feitos foi ratificado pelo Livro Guinness dos Recordes por causa de falta de transparência sobre o tempo passado dentro d’água e as rotas percorridas.

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