Dono de mercadinho, vereador que fechar ‘hipers’

Seis projetos relacionados à pandemia estão na pauta da Câmara de Campinas, que realiza nesta segunda (27), a partir das 10h, mais uma série de reuniões extraordinárias por sistema de deliberação remota. Entre as propostas está a do vereador Edison Ribeiro (PSL), que proíbe o funcionamento de hiper e supermercados aos domingos e feriados, durante o período da pandemia do novo coronavírus; mas autoriza a abertura exclusiva de pequenos comércios nestas datas.
A justificativa do vereador, ao apresentar a propositura, é incentivar os consumidores a darem preferência ao comércio local, de pequeno e médio porte, situados próximos às suas residências. Até aí, sem dúvida seria uma iniciativa louvável. No entanto, não demorou a começar a circular nos meios políticos de Campinas – e nas redes sociais – a informação de que o vereador é proprietário de dois pequenos comércios, uma padaria e um minimercado, na região do Satélite Íris.
De fato, uma rápida consulta ao banco de dados da Jucesp – Junta Comercial do Estado de São Paulo ??? mostra que o vereador é proprietário de um pequeno comércio e sócio de outro. Edison Ribeiro tem base eleitoral na região do Campo Grande, onde mora. Frequentemente, publica nas redes sociais mensagens de agradecimento ao prefeito Jonas Donizette (PSB) pelo atendimento de reivindicações feitas por ele, como serviços de tapa-buracos e recapeamento de ruas.
CURTAS< Entre as demais propostas relativas à Covid-10, a Câmara analisa em 1ª discussão e votação projeto do vereador Carmo Luiz (PSC), que obrigados os condomínios e prédios residenciais e comerciais, públicos e privados, a manter dispositivos próprios para aplicação de álcool em gel.< Já o projeto de lei do vereador Pedro Tourinho (PT), que é médico sanitarista, proíbe os estabelecimentos comerciais, os de serviços e as indústrias de impedir o uso de máscaras de proteção facial pelos seus funcionários como medida de prevenção à COVID-19.< Segundo o vereador, ???tem muitos estabelecimentos que, por algum motivo, determinaram que funcionários não podem usar máscaras de fabricação caseira ou que adquiriram. Entendo que a Câmara não pode determinar que as empresas adquiram máscaras para os funcionários, pois essa seria uma questão de legislação trabalhista, porém podemos, sim, garantir por lei o direito dessas pessoas de se protegerem com as máscaras caso queiram utilizá-las???, ressalta.Por Wander Pessoa

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