Dengue cai 69% em Nova Odessa no 1º quadrimestre

Segundo a Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Nova Odessa, a cidade registrou, nos primeiros quatro meses de 2021, um total de 72 casos positivos de dengue. Isso representa uma redução de 69% com relação aos 231 exames positivos de moradores da cidade no mesmo período – de janeiro a abril – de 2020.

Segundo o órgão da Secretaria Municipal de Saúde, isso não significa, no entanto, que os novaodessenses podem relaxar no combate ao Aedes aegypti, pelo contrário: historicamente, cerca de 80% dos recipientes que acumulam água limpa e parada, e que por isso servem criadouros para as larvas do mosquito transmissor do vírus da doença, são encontrados nos quintais e dentro dos imóveis residenciais urbanos.

Mesmo com o fim do período mais chuvoso e quente do ano, é preciso manter a atenção na “guerra contra o Aedes”. “É importante combater o mosquito transmissor da dengue principalmente no atual momento de agravamento da outra pandemia, a de Covid-19, que tem colocado o Sistema de Saúde sob grande pressão por atendimentos e internações”, explicou o secretário municipal de Saúde, o médico Nivaldo Luís Rodrigues.

Em todo o ano passado, Nova Odessa registrou 339 casos positivos de dengue, a maior parte nos primeiros seis meses do ano. Em 2019, foram confirmados 925 casos da doença na cidade. “A redução no número de criadouros ainda é o melhor método para se prevenir a proliferação de mosquitos e das doenças transmitidas por eles”, reforçou a encarregada do Setor de Zoonoses da Prefeitura, a veterinária Paula Faciulli.

A própria Prefeitura de Nova Odessa continua fazendo a sua parte no combate ao mosquito – transmissor também dos vírus da zika e da chikungunya, que não tiveram casos registrados na cidade nos últimos 16 meses. São realizadas, constantemente, os trabalhos de visitas casa a casa em todos os bairros, bem como os “arrastões” aos sábados em locais considerados de maior risco. O trabalho diário continua na cidade mesmo nos períodos mais restritivos da quarentena imposta pela pandemia de Covid-19.

‘Arrastões’

Somente em abril, por exemplo, foram realizados três “arrastões” extras aos sábados, que recolheram cerca de 5 toneladas de criadouros de dentro dos quintais das residências da área visitada. De acordo com Paula, durante as atividades, centenas de residências foram vistoriadas pelas equipes da Prefeitura.

Durante a ação do último da 17/04, em apenas uma casa do Centro foram encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti. “Mas encontrar larvas é sempre preocupante, e é fundamental que a população faça constantemente limpeza em seu quintal e recolha qualquer tipo de objeto que possa acumular água. Esse arrastão, com o recolhimento de materiais, auxilia ainda mais esse importante trabalho preventivo”, avaliou Paula.

“É fundamental que a população dos demais bairros colabore, mantendo os quintais limpos e eliminando possíveis criadouros. A redução de criadouros ainda é o melhor método para se prevenir a proliferação de mosquitos e das doenças transmitidas por eles”, completou a especialista.

A ocorrência de chuvas e temperaturas altas mesmo no inverno da região sudeste criam um clima propício para proliferação do Aedes aegypti. Por isso, a população tem que ser aliada na eliminação de recipientes que acumulam água, principalmente os pequenos depósitos, como potes, latas, pneus, plásticos, entre outros. Uma simples tampa de refrigerante com água parada pode ser o local escolhido pela fêmea para colocar seus ovos.

Os munícipes que identificarem possíveis criadouros em terrenos baldios também devem comunicar o Setor de Zoonoses da Prefeitura, pessoalmente ou por meio do telefone (19) 3466-3972.

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