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DAE se prepara para estiagem, que deve ser grande

Por meio da Diretoria de Gestão Ambiental, o DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Santa Bárbara d’Oeste trabalhou durante esta semana na construção de aceiros na mata ciliar às margens da Represa São Luiz. A técnica consiste em separar a vegetação do solo e eliminar a matéria orgânica do local a fim de evitar a propagação de possíveis focos de incêndios que possam ocorrer no período de estiagem, impedindo, dessa forma, danos causados pelo fogo que afetam diretamente a qualidade da água do manancial, a fauna e a flora.

Além da mata ciliar ao redor da represa São Luiz, os aceiros já beneficiam as áreas da Represa de Cillo, Vale do Comanche, ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Balsa, Córrego Barrocão, Estação Elevatória Santa Alice – Represinha – e Rio Piracicaba, em território barbarense. Desde o mês de maio deste ano já foram realizados 10,5km de aceiros no município através de métodos manuais e mecânicos utilizando roçadeira costal, grade aradora, motoniveladora, enxada e varrição.

As medidas de proteção dessas áreas são intensificas pelo DAE nesta época do ano, que é quando as precipitações de chuvas se mantêm baixas, ou praticamente ausentes, e favorecem as queimadas no ambiente seco e quente, aliado à ação dos ventos, situação climática que fica mais evidente entre os meses de agosto e setembro.

Vale lembrar que o Vale do Comanche, localizado entre as rodovias Margarida das Graças Martins (SP135) e Bandeirantes (SP 348), é local de grande relevância ambiental para o município, pois se trata de remanescente de Mata Atlântica, entretanto, um local extremamente vulnerável a incêndios, tendo sido atingido parcialmente em 2019. Em 2020 não houve registro no local, e neste ano, até o momento, registrou-se dois incêndios próximos, sem ter afetado o fragmento de mata.

Os esforços da equipe ambiental do DAE, que visam minimizar os riscos nessas importantes áreas, vêm surtindo efeito. A autarquia não tem registrado, até o momento, pontos de queima de mata no entorno das represas, porém o monitoramento prossegue, haja vista as condições atmosféricas desfavoráveis. Nesse sentido, os trabalhos do setor se estendem também com atividades educacionais com escolas e grupos organizados, algumas desenvolvidas recentemente de forma on-line durante a pandemia – atividades presenciais se encontram paralisadas.

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