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Crianças de 7 a 9 anos já possuem smartphone próprio

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box Crianças e Smartphones no Brasil, apurou que o isolamento social e as aulas online durante a pandemia da Covid-19 contribuíram para um aumento na proporção de crianças que possuem smartphone próprio, assim como aumentou o tempo de uso desse tipo de dispositivo por elas, seja nas atividades de ensino online ou entretenimento.

A pesquisa foi realizada nos dias dias 15 e 23 de setembro com 1.962 pais que possuem smartphone e que têm filhos de 0 a 12 anos e apresenta um aumento de 44% há um ano para 49% agora a proporção de famílias brasileiras cujos pais têm smartphone e que permitem que os filhos possam ter um aparelho próprio. 71% destes aparelhos possuem chip de operadora, o que permite às crianças realizarem ligações na rede telefônica e acessarem a rede de Internet móvel. Na pesquisa anterior o percentual era 75%.

O maior crescimento de posse de celular aconteceu entre as crianças na faixa etária de 7 a 9 anos: a proporção com smartphone próprio subiu de 52% para 59% no intervalo de um ano. No grupo de 10 a 12 anos, o percentual passou de 76% para 79%. Mais da metade dos pais entrevistados, 58%, apontam os estudos como um dos motivos para a criança possuir o aparelho, seguido por entretenimento (57%) e comunicação com os pequenos (54%).

Entre os pais que emprestam seus smartphones aos filhos, a principal razão é entreter a criança enquanto realizam outras tarefas, dizem 57% deles, enquanto 41% informam que emprestam o aparelho para que os filhos desenvolvam habilidades com tecnologia – era permitido marcar mais de uma opção.

Os receios dos pais que impedem as crianças a terem acesso ao smartphone

Ao mesmo tempo que boa parte das famílias permitem que as crianças possam ter um aparelho próprio, uma importante parcela dos país – 66% – temem prejuízos ao desenvolvimento das crianças, somando 66%, sendo esta a principal razão para não permitirem o acesso dos filhos aos aparelhos. Neste caso, as crianças não têm um dispositivo próprio e nem usam emprestado o dos pais. O risco de exposição a conteúdo inapropriado vem em segundo lugar (36%), seguido do risco à saúde (28%). E 21% dos pais dizem que não emprestam seu smartphone por medo que a criança o quebre.

“Durante a pandemia, os pais brasileiros abrandaram o controle do tempo que seus filhos passam com o smartphone. Certamente porque as crianças necessitam ter acesso às aulas online e também porque houve a necessidade de ter as crianças em atividades dentro de casa”, comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa. “Em um ano, caiu de 72% para 65% a proporção de pais que estipulam um limite máximo de tempo de uso por dia para as crianças”, destacou ele.

Outra descoberta da pesquisa está relacionada ao tempo que a criança passa no celular ao longo do dia: quanto mais velha a criança, mais tempo com o smartphone. No grupo de 10 a 12 anos, 37% ficam quatro horas ou mais, estimam seus pais. Esse percentual cai para 21% na faixa entre 7 e 9 anos; para 14%, entre 4 e 6 anos; e 6%, de 0 a 3 anos.

O uso excessivo é reconhecido pela maioria dos pais.

A pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box Crianças e Smartphones no Brasil revela que 60% dos pais entendem que seus filhos passam mais tempo do que deveriam com smartphones. A preocupação é maior entre mães (63%) que entre pais (55%). E há também uma diferença de acordo com a renda familiar mensal, sendo maior nas famílias das classes A e B (63%) do que naquelas das classes C, D e E (58%).

A pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box entrevistou 1.962 pais que possuem smartphone e que têm filhos de 0 a 12 anos, entre os dias 15 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O relatório integral pode ser baixado aqui.

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