Coros Santo Antônio e Incantus emitem nota

Caríssimos, paz e bem!

No início do mês de junho/2018 os regentes dos Coros Santo Antônio e Incantus foram formalmente convidados pelo reitor da basílica de Americana para que seus coros participassem de atividades litúrgicas naquela igreja. Tendo havido a negativa de ambos os coros em aceitar o convite, faz-se mister e prudente publicarmos o motivo de tal recusa, dada a importância que essa paróquia e especialmente as celebrações oferecidas possuem para toda a comunidade católica da cidade. Para que não haja errôneo julgamento de nosso posicionamento, tanto da comunidade basilical, tanto por parte do pároco emérito Constantino Gardinali, expressamos e explicamos publicamente nossa decisão.
Os convites em questão são: alguma missa do mês de junho (mês do padroeiro Santo Antônio) para o Coro Incantus, e missa onde o pároco emérito Constantino Gardinali irá receber o título de monsenhor, no dia 5 de agosto, para o Coro Santo Antônio.
O Coro Santo Antônio, fundado por monsenhor Nazareno Magi em 1949, Coro mais antigo da cidade de Americana e dos mais antigos do Estado de São Paulo e do Brasil em atividade, como é de conhecimento de toda população de Americana, atuou durante 64 anos, 8 meses e 4 dias dentro da Paróquia de Santo Antônio. Seus coralistas participaram da construção da Nova Matriz, hoje Basílica, nos anos 50 e 60; trabalharam como voluntários nos festejos do padroeiro durante todos esses 64 anos; e são incontáveis o número de celebrações realizadas sob a voz do nosso Coro. Em suma, não é possível pensar em Igreja Santo Antônio de Americana sem pensar naquele coro de vozes masculinas fundado e formado por monsenhor Magi em 1949. Como também é de conhecimento de todos, após discordâncias com o atual reitor da Basílica, no dia 4 de agosto de 2013 o Coro retirou-se da igreja e desligou-se oficialmente das atividades da paróquia.
Após a morte de Monsenhor Nazareno Magi, assumiu a direção espiritual do Coro nosso estimado Padre Constantino Gardinali, pároco de 1972 a 2008 e hoje pároco emérito da Basílica. A importância e o histórico de Padre Constantino para o Coro Santo Antônio são impossíveis de serem expostos em breves palavras. Foram 36 anos de intensa convivência e, mesmo após ser substituído (em 2009), continuou na paróquia junto a seus amigos do Coro Santo Antônio. Padre Constantino teve mais tempo e atuação junto a nosso Coro do que monsenhor Nazareno Magi. Para nós, Padre Constantino é a figura do Bom Pastor (Jo: 10,11) nos dias de hoje. Seria uma grande oportunidade e mais uma bela página escrita na nossa história, cantar a missa em que ele recebe tão icônico título. Porém, não foi nossa vontade romper com 64 anos de “casa” Santo Antônio; não foi uma iniciativa gratuita sair da igreja para não mais voltar a cantar ali. Foi a maior dor que o Coro sofreu e foi sentida no coração por cada coralista, do mais velho ao mais novo. Da nossa parte, podemos afirmar, houve tentativa de diálogo, que não fora correspondida. Jamais aceitamos como normal e concordamos com o golpe que sofremos naquele dia 4 de agosto de 2013, na missa das 7 horas da manhã, culminando com nossa saída. Se dependesse de nós, o Coro Santo Antônio estaria atuando lá, normalmente, e hoje prestes a comemorar 70 anos de existência, em harmonia absoluta com a comunidade, com as pastorais, com todos ali dentro. Porém é impossível passar por cima do ocorrido e fingir que nada houve. As atitudes humanas possuem consequências. Mesmo aquelas involuntárias. Mesmo aquelas passíveis de arrependimento futuro. Cada um é responsável pelos atos que pratica.
O Coro Incantus, criado há 1 ano, é composto em grande parte por ex-coralistas do coro da basílica, por isso a estreita relação e respeito para com aquela igreja. Partindo do mesmo princípio do Coro Santo Antônio, afirmamos que não há qualquer dificuldade do Coro Incantus com relação à Paróquia Santo Antônio e àquela comunidade. Porém, devido a diversos fatos ocorridos, dentre esses o do próprio Coro Santo Antônio, o Coro Incantus decide se manter afastado de atividades da Basílica Santo Antônio por não concordar com posicionamentos do atual reitor daquela igreja.
Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina a amar e perdoar. Não guardamos rancor, mágoa e perdoamos, por amor a Deus, que é a infinita misericórdia. Porém é decisão irrevogável dos Coros Santo Antônio e Incantus o afastamento de atividades dentro da Basílica Santo Antônio enquanto ela estiver sob comando do atual reitor. Cada coralista é livre para assistir às celebrações, quaisquer que sejam, especialmente a do dia 5 de agosto, e com certeza muitos estarão lá, prestando homenagem ao nosso estimado padre Constantino. Será o dia em que lembraremos 5 anos da saída do Coro Santo Antônio de lá. Seria até contraditório passarmos por cima do histórico desses 5 anos como se nada tivesse acontecido. Como já dito: cada um é responsável pelos seus atos. “Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos.” (Sl: 132)
O Coro Santo Antônio e o Coro Incantus prezam pela união, paz, entendimento e diálogo, desde que respeitados os princípios básicos de uma relação sadia. Nunca foi nossa prática a divisão e a segregação. Os quase 70 anos de história do Coro Santo Antônio e a recente mas intensa e frutífera atuação do Coro Incantus falam por si.
Que a negativa dos Coros em participar de atividades litúrgicas na basílica não seja entendida como um desdém àquela comunidade e ao pároco emérito Constantino Gardinali. Pelo contrário, lamentamos muito não podermos contribuir com tão importantes celebrações.
Desejamos aos paroquianos da Basílica Santo Antônio que tais celebrações sejam plenas de vigor e graça santificante; que possam fazer jus aos intentos (padroeiro e pároco emérito) e promovam abundância de graça, sabedoria e, como reza nossa liturgia: crescimento da caridade para todos.
Em respeito e reconhecendo a importância, relevância e merecimento do título de monsenhor e de toda a trajetória de Padre Constantino, os Coros Incantus e Santo Antônio realizarão em data posterior ao dia 5 de agosto um evento em homenagem ao Padre Constantino, celebrando esse acontecimento. Em data e local a serem divulgados.
“(…) dedicai todo o esforço em juntar à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento, ao conhecimento o autodomínio, ao autodomínio a perseverança, à perseverança a piedade, à piedade o amor fraterno e ao amor fraterno, a caridade.” (2Pd 1,2-7) 

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