Coronavírus. Brasil tem 4.256 casos e 136 mortes

O Brasil registrou neste domingo (29) 4.256 casos confirmados de coronavírus. De acordo com as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país até as 16h, o número de óbitos aumentou de 111 para 136 em 24h. As mortes estão localizadas nos estados do Amazonas (1), Bahia (1), Ceará (5), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Rio de Janeiro (17), São Paulo (98), Distrito Federal (1), Goiás (1), Paraná (2), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (2).
Neste sábado (28), o ministro da Saúde explicou, em coletiva de imprensa, que é necessária a união e compreensão de todos os brasileiros no período de isolamento social, que se faz necessário, para evitar que os casos de coronavírus saiam do controle. O objetivo é não colapsar o sistema, que pode ter perdas principalmente com a mão de obra dos profissionais de saúde que atuam diretamente na ponta.
“Estamos com uma dificuldade muito grande em relação aos Equipamentos Individuais de Proteção, que garantem a segurança dos profissionais de saúde. Esses equipamentos hoje são o maior objeto de consumo do mundo. Então, nesse primeiro momento a gente segura porque ainda está muito difícil de comprar e precisamos organizar melhor esse abastecimento. Se os profissionais de saúde adoecem, logicamente a capacidade de atendimento vai cair drasticamente”, explicou Mandetta.
Leitos de UTIEm relação aos leitos de UTI, o Brasil está preparando uma estrutura melhor e maior para receber os casos de coronavírus moderados e graves que precisarem de internação, tanto na rede pública quanto na privada. Respiradores e outros insumos também estão sendo adquiridos, para poder receber melhor a população.
Mandetta também reforçou que o isolamento social, no período de quarentena, também auxilia na diminuição da taxa de ocupação dos leitos de UTI. “Essa é mais um motivo para diminuirmos bastanta a circulação de pessoas na rua. A história do Brasil mostra que o consumo de leitos de UTI está relacionado aos traumas, doenças cardiovasculares e doenças degenerativas. Nós temos um número de leitos de UTI muito grande, maior inclusive do que muitos países”, reforçou o ministro da Saúde.
Atualmente o Brasil também detém recordes mundiais em acidentes de trânsito, principalmente os de moto, o que leva a uma alta taxa de ocupação dos leitos. Devido ao isolamento, alguns estados registraram queda de até 50% na ocupação dos leitos de UTI, o que alivia a estrutura e permite a utilização para outras estruturas.
Neste momento, o Ministério da Saúde tem um cálculo, baseado no que os estados e municípios informam em relação a leitos. Para ter uma noção do panorama real do Brasil e fazer um painel verdadeiro, para ter condições de traçar estratégias de ação melhores, durante a semana será enviado um ofício aos estados e municípios para que as respectivas secretarias atualizem e informem, exatamente, a situação e quantidade de todos os leitos locais, incluindo públicos e privados.
“Vou enviar um ofício onde deixarei claro que se houver alguma omissão, para mais ou para menos, o gestor vai responder administrativamente, civilmente e penalmente. ?? a única maneira que eu tenho de colocar um pouco de ordem”, enfatizou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Período de isolamento socialO Ministério da Saúde promoverá reuniões durante esta semana com as secretarias estaduais e municipais de saúde para traçar planos que contemplem a saúde e a economia ao mesmo tempo, de forma sincronizada. O momento de isolamento social se faz necessário para que o Sistema ??nico de Saúde (SUS) tenha tempo de preparar melhor a estrutura e os profissionais de saúde, o que deve ajudar a reduzir os casos de pessoas infectadas e, principalmente, óbitos.
“O tempo que nós temos para nos prepararmos melhor é agora. Temos que regularizar o abastecimento correto dos Equipamentos Individuais de Proteção (EPIS) para os profissionais de saúde, caso contrário vamos rapidamente perder força de trabalho e teremos muita dificuldade. Agora temos que poupar o sistema de saúde e não sobrecarregá-lo”, ponderou Mandetta.
Durante esta semana, a pasta observará e alinhará os parâmetros conforme a necessidade de cada estado para que economia e saúde andem juntos. “Onde for preciso apertar ou afrouxar mais nós faremos, mas sempre juntos. Vamos com ética, disciplina e foco. Estou com os cabeças brancas da medicina andando comigo. Agora é hora de unir todo mundo, vamos ter dias difíceis, mas podemos amenizá-los muito”, reforçou o ministro.
Estão previstas também reuniões com os secretários estaduais e municipais de saúde para chegar ao melhor consenso em relação ao tempo, ao que pode ou não funcionar e ao conceito de liberdade de locomoção das pessoas. “A saúde não é uma ilha, a economia é sim muito importante para a saúde. Colocamos em dicussão como são essas quarentenas, porque a última vez foi em 1917, com a gripe espanhola. Então não temos parâmetro agora. Vamos colocar alguns critérios porque são necessários. Vamos construir um consenso. Vamos acertar e errar, teremos dias bons ou ruins, porque ainda estamos conhecendo o tamanho do dano desse vírus”, concluiu Mandetta.
Atualização dos casos Para manter a população informada a respeito dos casos e óbitos, o Ministério da Saúde atualiza diariamente os dados na plataforma de dados do coronavírus. O painel traz as informações e permite uma análise do comportamento do vírus com o passar do tempo, além de um gráfico de dados acumulados apontando a curva epidêmica da doença.
A plataforma está disponível para livre acesso no endereço: covid.saude.gov.br

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