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Consumo de cannabis medicinal cresceu 492%

Levantamento da BRCann – Associação Brasileira das Indústrias de Canabinoides – com dados inéditos da Anvisa mostra que 25.999 pacientes foram autorizados pela agência a importar produtos de cannabis para uso medicinal nos últimos 12 meses. Um número 492% maior do que as 4.381 autorizações concedidas há dois anos, no mesmo período de tempo. Desde o início da pandemia, o total de novos pacientes que solicitaram o tratamento com canabidiol foi de  33.077 – quase o triplo do total de 12.653 pacientes dos cinco anos anteriores.

Considerando apenas o ano de 2021, entre os meses de janeiro e agosto, 19.145 pacientes pediram autorização para importar cannabis medicinal, um crescimento de 120% em relação às 8.712 autorizações do mesmo período do ano passado. Mantida a média de crescimento do período, a BRCANN projeta que os pacientes novos passarão de 33 mil em 2021 e o total de pessoas com autorização para importar produtos de cannabis para fins terapêuticos baterá pela primeira vez a marca histórica de 50 mil.

“É um momento muito especial para o mercado, que vai dobrar pelo terceiro ano consecutivo por uma série de motivos”, afirma o diretor-executivo da BRCANN, Tarso Araujo. “Os médicos estão mais informados sobre as indicações da cannabis medicinal, a demanda cresceu em função da pandemia, o total de empresas e sua capacidade de atendimentou cresceu, e a Anvisa simplificou o processo de autorização para que os pacientes não ficassem sem acesso.”

Atualmente, é possível adquirir dois produtos à base de canabinoides nas farmácias brasileiras, mas a importação ainda representa a quase totalidade do mercado nacional regulado. O procedimento para importação de produtos de cannabis para fins medicinais foi criado em janeiro de 2015 pela Anvisa, que ano passado desburocratizou o procedimento e ampliou para dois anos o prazo de validade das autorizações.

A demanda também foi impulsionada pela pandemia, já que o canabidiol tem sido cada vez mais prescrito para ansiedade e depressão, duas condições que se tornaram muito mais comuns durante os períodos de distanciamento social. Novas indicações são, inclusive, uma das explicações para o aumento da procura. “Em 2015, a cannabis medicinal era indicada basicamente para epilepsia refratária em crianças. Agora, há mais médicos prescrevendo para condições como dores crônicas, Parkinson, Alzheimer, ansiedade e outras condições que acometem adultos e idosos”, diz Araujo.

 

Venda em farmácias

Com preço médio de R$1495,00 o Mevatyl, por exemplo, registrou comercialização de 161 unidades entre janeiro e agosto de 2021, gerando faturamento de 240,8 mil reais. Já as 3 formulações do canabidiol da Prati-Donaduzzi responderam por 14.553 unidades vendidas no mesmo período, com faturamento de 11,5 milhões de reais e preço médio de R$898,00. As informações de mercado são do IQVIA, instituto que audita o varejo farmacêutico.

A venda nas farmácias tende a crescer nos próximos anos e se tornar o futuro do setor. De acordo com a BRCANN, há quase 20 pedidos de registro em análise na Anvisa. “Conforme a concorrência nas prateleiras de farmácia se acirrar, com mais produtos e preços mais acessíveis, os pacientes que hoje importam devem migrar para o varejo.”

 

Sobre a BRCANN

A BRCann é uma associacão de empresas especializadas no desenvolvimento, produção e distribuição de insumos e produtos à base de canabinoides para uso médico e veterinário no Brasil. Fundada em 2019, reúne 19 empresas do mercado brasileiro de canabinoides. Sua missão é ampliar o acesso a produtos canabinoides de uso terapêutico a partir do desenvolvimento de uma indústria comprometida com a ética e a saúde pública brasileira.

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