Consumidor menos confiante

A percepção de que o custo de vida deve subir significativamente em 2014 abalou a confiança do consumidor paulistano já no começo do ano. Inflação crescente, aumento de gastos com impostos, reajuste de combustível e tendência de baixa expansão da renda e da economia são os principais fatores que mais têm ameaçado o otimismo das famílias paulistanas em relação à economia no começo deste ano. Segundo a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 17,9% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O indicador passou de 160,6 para 131,7 pontos, o menor patamar desde março de 2009, quando o indicador marcava 128,95 pontos. O indicador, apurado mensalmente pela Federação, possui escala que varia entre zero- pessimismo total – e 200 pontos – otimismo total.
Em relação a dezembro, a confiança do consumidor recuou 3,5%. Em dezembro de 2013, o indicador registrava 136,6 pontos. A maior queda ocorreu no Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que compõe o ICC. Entre dezembro e janeiro, o ICEA passou de 138,2 pontos para 130,2 pontos, o que representa recuo de 5,8% no período. Na base anual, a queda é mais acentuada, de 16,6%. Em janeiro de 2013, o índice marcava 156,1 pontos.
Em relação às perspectivas futuras, o cenário não é diferente. O Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) caiu 2% entre dezembro e janeiro, para 132,8 pontos. Na comparação com o primeiro mês de 2013, quando o indicador marcava 163,5 pontos, o índice recuou 18,8%.
As famílias que ganham menos de dez salários mínimos são as mais pessimistas em relação ao cenário econômico atual. Em um ano, o ICEA dessa faixa de renda apresentou variação negativa de 17,3%, partindo de 158,1 pontos em janeiro de 2013 para 130,7 pontos no primeiro mês de 2014.

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