Confiança do empresário volta a cair

Após manter-se relativamente estável nos últimos três meses, o ICEC (Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo) apresentou queda de 6% em fevereiro frente a janeiro e chegou a 112,3 pontos – em uma escala que varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). Na comparação com o resultado obtido no mesmo mês de 2013, de 117,1 pontos, a variação foi negativa em 4,1%.
O levantamento, realizado pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), é divulgado mensalmente e contempla aspectos como a situação de momento das empresas, as expectativas dos empresários para o futuro próximo e a propensão para novos investimentos no comércio.
As empresas menores, com até 50 empregados, tiveram o ICEC seguindo a média geral, diminuindo 6,1% de janeiro para fevereiro, quando somou 111,7 pontos. A variação para empresas de maior porte, acima de 50 empregados, foi mais contida no período, de 0,4%, atingindo 138,2 pontos.
Quando analisados separadamente, os indicadores por categoria em fevereiro foram: 116,3 pontos para semiduráveis (queda de 15,7% em relação ao mês anterior); 113,1 pontos para não duráveis (redução de 5,3%); e 109,8 pontos para duráveis (único a registrar resultado positivo, mas de apenas 0,1%).
Todos os três subindicadores que compõem o ICEC, por sinal, regrediram entre o primeiro e o segundo mês deste ano. O maior recuo no período aconteceu no Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que passou de 100,1 pontos para 90,4 pontos -ou 9,6% de queda.
Comportamento semelhante teve o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), com diminuição de 8,7% sobre os 110,7 pontos apurados em janeiro, chegando ao patamar de 101,1 pontos em fevereiro. Quanto ao Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC),o movimento de retração no período ficou em apenas 1,4%, ao cair de 147,5 pontos para 145,4 pontos.
Para a Entidade, existem indícios de um cenário próximo a uma crise de desconfiança e insegurança por parte dos comerciantes. Entretanto, não se deve descartar a influência dos resultados das vendas no começo do ano, que tendem a ser positivas devido às liquidações, no sentimento geral dos empresários do comércio paulistano.
Nota metodológicaO Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que por sua vez pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo.

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