Combater a pandemia. Propostas para a cidade, por T Figueiredo

O Brasil tem vivido nestas últimas semanas a maior catástrofe sanitária do Planeta, tornando-se o epicentro da pandemia no mundo, com mais de 3 mil óbitos diários, aproximando-se de 300 mil mortos e 12 milhões de infectados. Essa catástrofe anunciada (relembrar os alertas desde o início do ano do médico e neurocientista Miguel Nicolelis, afirmando que caminhamos para ter a maior catástrofe sanitária mundial do século), encontra o sistema de saúde de praticamente todas as cidades, inclusive Santa Bárbara com 100% de ocupação dos leitos de UTI, com crescentes filas de pacientes para serem atendidos, com o risco de falecer durante essa espera.

Pois bem, a ciência, tem insistido que a principal proteção contra o contágio é o isolamento, distanciamento social, higienização permanente das mãos, uso de mascaras em todos os ambientes, e por fim, a única possiblidade de vencer definitivamente a pandemia é a vacinação em massa imediatamente (#VACINAPARATODOSJÁ).

As principais atitudes para contenção desse desastre deveriam vir do Governo Federal e seu Ministério da Saúde, o que não vem ocorrendo. O que encontramos são iniciativas dos governos estaduais e de muitas prefeituras que entendem a necessidade de seguir os ditames da ciência, sem os negacionismos pregados aos quatro cantos.

Assim, temos visto que muitas são as iniciativas de combate à essa crise, que podem e devem ser tomadas pelos Poderes Municipais, como já vem ocorrendo em muitas cidades, para ajudar a combater essa desgraça que nos aflige a todos.

Logo, destacamos algumas propostas:

1 – Que a Prefeitura crie políticas de apoio aos pequenos empresários e comerciantes (bares, restaurantes, academias, salões de beleza, lojas, etc.), e os ajude a facilitar, como puder o acesso ao Plano de Apoio Econômico, fiscal e tarifário anunciados pelo Governador, disponíveis em linhas de crédito do Desenvolve SP e Banco do Povo, com 60 meses de prazo e oito meses de carência, e taxas de juros de 1% ao mês, para proteger essas pequenas empresas;

2 – Para garantir a redução da circulação de pessoas e garantir o distanciamento social, é necessário que a prefeitura apresente urgentemente um projeto de auxilio emergencial municipal às famílias sem renda, a exemplo de muitas cidades, inclusive nossa vizinha Nova Odessa, e outras cidades já com projetos em andamento;

3 – Elaborar um Plano de distribuição de cestas básicas a todas as famílias que necessitam, para ajudar no combate à fome e a miséria, que bate às portas do nosso povo;

4 – Apresentar um plano para acolhimento das pessoas em situação de rua, pois além do que já vemos hoje (muitas vezes com invisibidade) logo estaremos vendo famílias inteiras nessa situação;

5 – Melhorar as articulações com o Governo do Estado e Ministério da Saúde, para o envio de mais doses para a cidade, pois as que estão sendo entregues são insuficientes para atender os critérios do Plano Nacional e Estadual de Imunização;

6 – Iniciar imediatamente, junto com outros parceiros, as negociações para a compra de vacinas onde houver disponibilidade, a exemplo de algumas Prefeituras;

7 – Ampliar os locais de vacinação, pois os locais determinados, estão apresentando superlotação e aglomerações, auxiliando a propagação do vírus na cidade, pois além da imunização, estão atendendo as demandas tradicionais, acrescidas de novas, pela saturação dos Hospitais e Prontos-socorros, com o agravante, que em algumas unidades, as salas de vacinação estão em estreitos corredores, o que faz com que as pessoas fiquem muito próximas umas das outras. E locais para ampliação não faltam, e bem localizados, por exemplo os Centros Desportivos Municipais: no Jd. Esmeralda, Jd. Europa, Mollon, Centro, etc;

8 – Iniciar o sistema de vacinação Drive Thru, e outros, para facilitar a imunização, agilizando a vacinação, que corre vagarosamente em nossa cidade,

9 – Ampliar o sistema de pré cadastro da Prefeitura, acompanhado de uma ampla campanha de incentivo em parceria com as entidades (Acisb, Ordem dos Advogados, Sindicatos, Associações de Moradores, etc), e espaços públicos como: bibliotecas, terminais urbanos, praças, com equipamentos e funcionários habilitados, para facilitar este procedimento, pois muitas pessoas, que já eram para ter sido vacinadas, desconhecem, ou não tem contato com esse sistema, principalmente nas periferias;

10 – Testagem em grande escala, pois além de permitir o diagnóstico, é vital ao controle da pandemia com monitoramento dos contatos, pois quando o fazemos, acabamos cortando cadeias de transmissão do vírus;

11 – Iniciar imediatamente a contratação de novos leitos de UTIs;

12 – Aos que precisam se deslocar por ônibus, fazer distribuição gratuita em terminais urbanos de máscaras padrão (N95, PFF2) usadas por profissionais de saúde, para maior proteção dos usuários do sistema de transporte coletivo;

É hora de pensar nas pessoas, de dispor dos recursos públicos para ajudar as famílias a superarem esta gravíssima situação, de paralisar provisoriamente todos os investimentos em obras que podem ser retomadas, após vencida a crise, e usar esses recursos na compra de vacinas e atendimento às vítimas do covid-19.

Pois bem, para que possamos ter sucesso no encaminhamentos de ações em defesa da vida, e da economia, é necessário criar um COMITÊ MUNICIPAL, com a participação das Secretarias de Saúde, Educação, Assistência Social, Guarda Civil, e profissionais representantes destas categorias, e suas Associações,  Gabinete do Prefeito, Legislativo, Judiciário e as várias entidades representativas da sociedade, para que possam traçar um plano emergencial de atitudes para contenção e controle da pandemia, e suas consequências na cidade,.

Antonio Alberto Gomes Figueiredo

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