Com falta de chuva, tarifa vermelha pode perdurar até 2019

Ultrapassando a marca dos cinco meses em bandeira vermelha de patamar dois, o ano de 2018 foi marcado pela alta tarifação de energia elétrica e pela necessidade de economia contínua. Isso porque com a escassez pluviométrica, os reservatórios hidrológicos não têm atingido o nível considerado satisfatório para o abastecimento da população, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo um levantamento de dados realizado pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), no mês de setembro a Estação Meteorológica Automática (EMA) instalada na Unicamp registrou um total de 50,6 mm de chuvas. A média para o período 1988-2017 é de 61,6 mm. Já para o mês de outubro, a média esperada é de 117,7 mm, mas até o final da primeira quinzena, o total registrado foi de 91,7 mm. Diante dos baixos índices pluviométricos, especialistas apostam na permanência da alta tarifação até meados de 2019.

“As possibilidades de continuarmos em bandeira vermelha são grandes, visto que os níveis de água dos principais reservatórios do país continuam baixo. Isso pode mudar, é claro, mas é necessário que haja chuva intensa e por um período razoável de tempo nos locais onde se encontram as reservas hídricas”, afirma o engenheiro eletricista Allan Oliveira. O morador Vinícius Guida fez as contas e já está tomando medidas para que sua conta de energia não atinja valores fora do orçamento. Para ele, a saída para economizar foi combinar começar com contratação de serviços de lavanderia terceirizados. “Há anos optei por essa escolha e já estou tendo uma grande economia com os serviços de lavanderia, pois agora gasto muito menos. Estou poupando a energia que a máquina de lavar consumiria, os gastos com a conta de água, com produtos de limpeza e também tempo, por isso vale a pena colocar na ponta do lápis e analisar”, afirma Vinícius.

Mas, também é possível optar por outras fontes de energia. O engenheiro eletricista alega que o ponto forte da energia a gás, por exemplo, é a sustentabilidade. “Um dos principais benefícios da utilização da energia a gás é que esta possui baixo impacto ambiental por ser uma fonte de energia limpa e de alta confiabilidade. Já a principal desvantagem que podemos citar é que o gás gera energia sustentável, mas não renovável, ou seja, é um recurso limitado. O preço é bastante competitivo, o que viabiliza o seu uso nas residências”, ressalta.

Como o vilão das residências são o chuveiro e a geladeira, Vinícius fez as contas e também recorreu à geração de energia a gás, decisão importante para fugir da instabilidade do preço da energia elétrica. Ele só não contava com os problemas do gerador a gás e aumento na conta. “Ficamos 15 dias usando a energia elétrica no chuveiro e a conta sofreu um aumento de mais de R$ 100. Assim, também pude perceber na prática que as pessoas precisam pensar melhor sobre as opções que escolhem para geração de energia nas residências, pois representa uma fatia importante do orçamento familiar”, ressalta.

Mas é claro que adaptar-se a um novo modo de vida não é tão simples quanto parece. “Em alguns casos, a adaptação é mais complicada, como no caso do sistema de aquecimento a gás. Já para a instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica, essa adaptação é feita de maneira bem simples, visto que não são necessárias profundas alterações na estrutura da residência”, completa Allan, reforçando que o que não nos falta são opções.

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