Cartões movimentam R$ 455 bi no 1º sem

Os cartões de débito e crédito movimentaram R$ 455 bilhões no primeiro semestre de 2014, o que representa expansão de 16,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 4,8 bilhões de transações com cartões nos primeiros seis meses do ano – crescimento de 12,3% em relação a igual período de 2013. Os dados são da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).
Do total movimentado, R$ 291 bilhões se referem aos cartões de crédito – alta de 13,5%. Quanto ao número de transações com cartão de crédito, houve um crescimento de 9,5%, para 2,3 bilhões. O gasto médio no cartão de crédito caiu de R$ 87,7 no primeiro semestre de 2013 para R$ 83,4 no mesmo período deste ano.
Com relação aos cartões de débito, o total movimentado no primeiro semestre de 2014 foi de R$ 164 bilhões – alta de 21,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. O número de transações com cartão de débito subiu 15%, para 2,5 bilhões. A exemplo do que ocorreu com o cartão de crédito, o gasto médio no cartão de débito também caiu entre 2013 e 2014, de R$ 44,7 para R$ 43,5.
O resultado do primeiro semestre de 2014 sofreu o impacto da Copa do Mundo no Brasil: os gastos dos estrangeiros no País somaram R$ 1,3 bilhão em junho, o que significa crescimento de 96,9% em um ano e de 55,7% em relação a maio.
A Abecs também aponta que a taxa média cobrada dos estabelecimentos a cada transação com cartão de débito ou crédito caiu entre 2008 e 2014, de 2,98% para 2,72% por operação.
Para 2014, a expectativa da Abecs é de que os cartões de crédito e débito movimentem R$ 1 trilhão no País. Se confirmado, o montante representará expansão de 17% em relação a 2013.
O crescimento do uso dos cartões, tanto para débito quanto para crédito à vista ou parcelado, está relacionado ao crescimento da renda nos últimos 10 anos, sobretudo das classes mais baixas, e à maior bancarização da população brasileira.
Importante para a economia como um todo, essa diversificação dos meios de pagamento é vantajosa ao consumidor, que não fica dependente apenas do dinheiro físico e conta com maior segurança porque, em caso de perda ou roubo, é possível efetuar o bloqueio do cartão, o que evita prejuízos maiores, principalmente, na compra de produtos de grande valor.

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