‘Cantinho da Leitura’ estimula crianças

As crianças da Emei Paturi, estimuladas pela leitura, passaram a cuidar melhor do espaço na sala de aula, tornaram-se mais organizadas, aprenderam a gostar de desenhos e adquiriram uma nova paixão: os livros.

?? o projeto “Cantinho da Leitura” desenvolvido, desde o primeiro semestre, pelas professoras Márcia Santa Rosa e Rosana Luchiari para cerca de 60 crianças dos períodos da manhã e da tarde da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Paturi, na Vila Mariana.

“Sentimos a necessidade de ter um cantinho dentro da sala de aula para desenvolvermos atividades de leitura com as crianças. Nós já tínhamos os livros só que eles ficavam guardados em caixas e de difícil acesso para eles”, lembra Márcia.
Na sala de aula existia um armário, construído na parede, ocioso, que poderia ser utilizado, já que estava completamente vazio. A professora, curiosa, começou a pesquisar na internet ideias para o local. “Observei que, em alguns lugares, usavam cabides para pendurar livros. Achei interessante e decidi movimentar a sala”, afirmou.
Um pai, voluntário, ajudou as professoras a montar o cantinho de leitura. “Agora os livros ficam sempre expostos para as crianças, criando uma relação de proximidade e cumplicidade”, disse Márcia. Nos cabides ficam pendurados dezenas de livros infantis. Toda a semana alguns títulos são substituídos. Em outro armário da sala estão à disposição das crianças gibis e revistas.

As crianças, toda sexta-feira, podem levar um livro para casa. O título é escolhido pelo próprio aluno e será compartilhado com os pais no final de semana. “Na segunda-feira duas crianças dão suas impressões sobre os livros”, disse Márcia. Com este projeto, segundo a professora, há três crianças na sala que já lêem, a maioria conhece as palavras.
“Eles amam este projeto. A partir dele passaram a cuidar melhor do  espaço. A sala está sempre organizado. E há ainda uma disputa por alguns títulos como “Minhocas comem amendoim”, “Princesa Maribel”, “Jeremias desenha um monstro” e um sobre folclore”, afirmou. “Eles ficaram mais atentos às atividades e passaram a se interessar mais por leituras. Fazem relação do cotidiano deles com os livros”, analisou a professora.

Segundo Márcia os pais gostaram e apóiam o projeto. Sinal é que os livros nunca voltam amassados ou rasgados . A professora lembra o tempo em que os livros eram usados apenas como brinquedos pelas crianças. Alguns jogavam os livros na cabeça e outros, no chão. “Agora manuseiam direitinho os livros”, explicou.
A aluna Maria Luiza, de seis anos de idade, acha o contato com os livros, “legal”. Ela gosta das histórias. “Meus pais gostam de ler para mim”, disse sorrindo. Manuela Cruz, de cinco anos, além de apreciar as histórias gosta também de, “ver os desenhos dos livros”. Márcia observa que a parte de aprendizagem das crianças melhorou bastante. “Alguns não se interessavam por atividades. A partir do projeto passaram a prestar atenção nos momentos de escrita e leitura. Os desenhos se tornaram mais perceptíveis”, analisou a professora.
           Márcia tem certeza que a relação dos alunos com ela e a relação dos alunos com eles mesmos melhorou muito. “A parte afetiva evoluiu”, concluiu lembrando com alegria que suas crianças agora dominam o espaço de leitura e se tornaram admiradoras de histórias.

Foto: Natalia Santana

Gostou? Compartilhe!

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

Siga-nos

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE