Câmaras de Nova Odessa e Sumaré custaram mais em 2020

As Câmaras de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa e Sumaré gastaram, juntas, um total de R$ 62,9 milhões durante o ano de 2020, o primeiro da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Os números constam em relatórios elaborados pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).

Apenas em um município houve queda de custos na comparação com 2019 – Americana, de R$ 23,63 milhões para R$ 23,18 milhões, uma variação de 1,9% para menos. A Câmara americanense informou que reduziu em R$ 100 mil os gastos com funcionamento, após ter revisado contratos de fornecedores, e também diminuiu em R$ 200 mil as despesas com pessoal.

Os servidores do Poder Legislativo, por exemplo, não tiveram reposição salarial em 2020. Ao final do ano, o então presidente, Luiz da Rodaben (Cidadania), devolveu R$ 6,9 milhões aos cofres do Executivo, quantia referente ao duodécimo não utilizado durante o exercício. Foi a maior devolução registrada na história do município.

Nas outras três Câmaras Municipais da região de abrangência do Novo Momento, os gastos subiram de 2019 para 2020: de R$ 4,86 milhões para R$ 5,08 milhões em Nova Odessa (2,4%); de R$ 14,58 para R$ 14,59 milhões em Santa Bárbara d’Oeste (0,02%); e de R$ 19,89 milhões para R$ 20,36 milhões em Sumaré.

Em Nova Odessa e Santa Bárbara, o motivo apontado pelos presidentes da época foi a inflação, que fechou 2020 em 4,52%. Vagner Barilon (PSDB), que comandava a Câmara novaodessense, citou que em março houve a contratação de um servidor para a Secretaria, vaga preenchida por meio de um concurso realizado em 2018.

Entretanto, ao longo do ano anterior, o Poder Legislativo promoveu cortes. Foram canceladas todas as horas extras, implementado o ‘home office’ quando a função do servidor era compatível e cancelados todos os investimentos previstos, além de reduzidas as despesas com energia elétrica e materiais de consumo.

O atual vice-prefeito de Santa Bárbara, Felipe Sanches (PDT), era o presidente da Câmara no ano passado e também aponta ter cortado despesas, o que teria freado o aumento de custos. Foi realizado um trabalho conjunto de todos os setores para a redução das compras e contratações dos serviços, mantendo apenas o essencial.

Em Sumaré, onde a Presidência continua ocupada por Willian Souza (PT), o Legislativo comunicou que foram mantidas apenas as despesas fixas com manutenção predial, de equipamentos, insumos e segurança. A alegação é que foram reduzidos gastos e feitos investimentos de modernização, atualização e informatização, buscando transparência e eficiência.

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