Câmara e vereadoras não se posicionam sobre ataques à Profª Juliana

A Câmara Municipal de Americana não se posicionou sobre os ataques sofridos pela vereadora Juliana (PT) proferidos pelo vereador de Santa Bárbara Felipe Corá (Patriota). Em um vídeo, que já foi retirado do ar por determinação da justiça, Corá pede que Juliana lave a boca com ácido sulfúrico antes de falar do presidente Jair Bolsonaro, entre outras acusações sem comprovações.

O caso mobilizou as esferas municipal, estadual e nacional do Partido dos Trabalhadores, que saíram em defesa da vereadora. O caso também foi pauta na coluna da jornalista Monica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Durante a sessão desta quinta-feira, apenas dois vereadores se solidarizaram com a vereadora, primeiro o vereador Marschelo Meche (PSL), também defensor de Bolsonaro e o vereador Leco Soares (Podemos). O vereador Juninho Dias (MDB) se posicionou em favor da vereadora nas redes sociais.

MULHERES. As vereadoras Nathália Camargo (Avante) e Leonora do Postinho (PDT) não se posicionaram publicamente do caso. As duas parlamentares não se solidarizaram publicamente de nenhuma forma com a Professora Juliana.

CÂMARA DE AMERICANA. O presidente da casa, Thiago Martins (PV), afirmou que foi uma decisão conjunta da mesa diretora (composta por ele, o vereador Thiago Brochi (PSDB) e a vereadora Nathália Camargo (Avante)), de não se posicionar do caso. “O entendimento da mesa foi não fazer nenhum tipo de ato, nenhum tipo de ação, não estou jogando a responsabilidade nem pro Brochi e nem pra Nathália, nós estamos juntos”, disse o presidente, que se limitou apenas a dizer que Corá foi “triste e infeliz” na sua fala.

A vereadora Juliana se mostrou descontente com a falta de posicionamento público da Câmara, por se tratar de um assunto que vai além de divergências políticas. “No entendimento deles o que gerou isso foi a polarização política, e eu estou tentando esclarecer, sempre que possível, que estar em polos diferentes significa estar em campos de ideias diferentes e que isso não gera, necessariamente, um atrito agressivo e hostil entre as partes. A mesa diretora de Americana entendeu que é quase uma questão pessoal ligada ao meu partido”, disse Juliana.

Juliana ainda destacou que o ataque é de ‘mão única’ e que, em momento algum, após a fala de Corá de sugerir que ela lavasse a boca com ácido sulfúrico, ela usou qualquer palavra depreciativa ao direcionar palavras a Felipe Corá.

CÂMARA DE SANTA BÁRBARA. O legislativo barbarense emitiu uma nota oficial sobre o caso, afirmando que a conduta de Corá não representa a casa de leis.

Nota Oficial

Sobre requerimento de denúncia e providências, protocolado na presidência da Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste nesta quarta pela vereadora Professora Juliana, de Americana, acerca do comportamento do vereador Felipe Corá em vídeo no qual se dirige à parlamentar, o presidente do Legislativo barbarense, vereador Joel Cardoso, o Joel do Gás, inicialmente, encaminhará o documento para análise e parecer da Procuradoria da Casa de Leis.

“Tendo conhecimento da situação via redes sociais e antes mesmo de recebermos o ofício da vereadora Juliana no gabinete da presidência, tomei a iniciativa de entrar em contato com ela, por telefone, para esclarecer que as opiniões e o posicionamento de Corá não representam a postura da Câmara de Santa Bárbara d’Oeste como instituição”, afirma Cardoso.

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