Brasileiros apoiam protestos contra morte de George Floyd

As imagens do afro-americano George Floyd sendo morto pela polícia de Minneapolis, nos Estados Unidos, percorreram a mídia e geraram uma onda de discussões sobre racismo em todo o mundo. De acordo com estudo realizado pela Ipsos com entrevistados de 15 países, 76% dos brasileiros apoiam os protestos pacíficos e as manifestações que estão tomando as ruas americanas desde o assassinato de Floyd, no final de maio; 12% são contra e 12% não souberam opinar.

As nações cujos entrevistados demonstram maior suporte ao movimento são Canadá (81%), Alemanha e Índia (80%), e África do Sul, Reino Unido e México (79%). Já os países com as taxas mais baixas de apoiadores são Rússia (37%), Japão (61%) e Coreia do Sul (66%). Nos Estados Unidos, o índice de apoio às manifestações é de 75%.

Modus operandi Trump

Entre os participantes da pesquisa no Brasil, apenas 27% disseram aprovar a maneira como o presidente Donald Trump tem administrado a questão dos protestos recentes nos Estados Unidos; 53% desaprovam e 20% não souberam responder.

De 15 nações, a única em que mais da metade dos entrevistados avaliou positivamente como Trump conduziu as manifestações após a morte de Floyd foi a Índia, com 57% de aprovação. O segundo país com o maior número de apoiadores do presidente republicano foram os Estados Unidos, com 28%. Os brasileiros (27%) estão em terceiro entre os que mais aprovam Trump.

Na outra ponta da lista, os ouvidos que demonstram menor suporte à liderança americana neste período de embate nas ruas são os britânicos (11%), os canadenses (13%) e uma tríade europeia: alemães, espanhóis e franceses (14%).

Pacificidade versus violência

Para quatro em cada 10 brasileiros (40%), protestos violentos podem ser considerados uma resposta apropriada à morte de um homem desarmado pela polícia. O Brasil fica em terceiro lugar – de 15 – entre os que mais concordam com a afirmativa. A primeira posição fica com a Índia (50%) e a segunda, com a Rússia (42%).

Na contramão, as nações que menos concordam com o uso de violência para justificar qualquer tipo de manifestação são a Austrália (22%), seguida por Canadá, Alemanha e Reino Unidos (empatados com 23%) e Itália e Estados Unidos (24%).

O Brasil é o país mais solidário às pessoas que estão protestando neste momento: 76% dos entrevistados locais são empáticos aos manifestantes americanos. O México também está na primeira posição, empatado com 76%. Índia e Itália ficam em segundo (74%) e Canadá e Alemanha (73%), em terceiro.

As nações menos solidárias aos que marcham protestando contra o assassinato de George Floyd são Japão (50%), Rússia (56%) e Coreia do Sul (58%). Berço das manifestações, nos Estados Unidos são 65% do total de entrevistados localmente.

A pesquisa on-line foi realizada com 15 mil entrevistados de 15 países, sendo 1.000 brasileiros, entre o período de 04 a 07 de junho de 2020. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 p.p..

Sobre a Ipsos

A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 18.130 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo. Para mais informações, acesse: www.ipsos.com/pt-br

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