Brasil avança nos testes de Trombose

A rivaroxabana é um inibidor direto, um tipo  de antitrombina independente,  do fator X ativado (FXa) da coagulação,  capaz de inibir não só o  FXa livre mas o também o FXa ligado ao complexo protrombinase  presente no coagulo. Esses agentes podem evitar a trombose, que já atinge pessoas em diversas faixa etária no mundo inteiro. 
O hematologista Daniel Dias Ribeiro, especialista em tratamento de trombose e responsável técnico do Laboratório São Paulo, em Belo Horizonte, esteve no Japão, a convite de uma indústria farmacêutica multinacional, para falar da segunda fase desse inibidor, em conferência para 600 médicos japoneses. No Japão os especialistas ainda estão na fase 1 dos testes com a rivaroxabana.
 Os anticoagulantes orais apresentam diversos aspectos que tornam suas ações previsíveis, em razão disso, sua monitorização não é recomendada de rotina, mas o especialista sugere uma vigilância clínica durante o uso da droga em alguns subgrupos de pacientes como aqueles que apresentaram falha terapêutica, sangramento ou recorrência da trombose, procedimentos cirúrgicos de urgência, disfunções renais e hepáticas, excesso de peso e daqueles pacientes com possiveis riscos de reações à droga, dentre outros.
De acordo com Daniel Ribeiro, com a relevância que se dá às alterações de resultados laboratoriais,  é primordial atentar para a interferência da rivaroxabana nos testes habituais da coagulação. ???Com a amplia indicação  da Rivaroxabana e o número crescente de estudos científicos evidenciando a segurança e eficácia da droga, cada vez mais vamos nos deparar com  usuários em diferentes situações clínicas???, ressalta.
Segundo o médico, é possível interpretar um alargamento do tempo de protrombina, que auxilia na coagulação sanguinea, ou do tempo de tromboplastina parcial ativado em pacientes em uso de Rivaroxabana. Neste caso, o exame laboratorial  avalia a eficiência da via intrínseca na medição da formação do coágulo . ????? provável que os testes de coagulação sejam realizados em pacientes que fazem uso de anticoagulantes como parte da avaliação clínica inicial e também em casos de admissão hospitalar após acidentes e/ou emergências.
Daniel Ribeiro alerta que o tempo de ação desses reagentes que agem diretamente na coagulação sanguíneas, com funções especificas, requer uma  interpretação criteriosa dos resultados com atenção maior dos responsáveis pelo processamento dos exames laboratoriais. 
De acordo com ele,  em publicação recente, o subcomitê responsável pela padronização da monitorização da anticoagulação da Sociedade Internacional de Hemostasia e Trombose separa a monitorização dos novos anticoagulantes orais em dois grupos:  teses simples disponíveis na maioria dos laboratórios, semi quantitativo (subterapêutico, terapêutico ou supra terapêutico) para serem usados em situações de urgência, estes em geral evidenciam a influência da droga no tempo de formação do coágulo (funcionais); e  testes quantitativos para informar exatamente os níveis da droga.
De acordo com o médioco, por se tratarem de drogas de meia vida curta com rápido inicio de ação, os resultados devem ser interpretados sempre levando-se  em consideração a dose da Rivaroxabana utilizada e o intervalo de tempo entre a última administração da droga e a coleta do exame.
A trombose é uma doença frequente e que acomete mais de três milhões de pessoas por ano, no mundo. A faixa etária mais atingida é recorrente nos idosos, mas também pode atingir outras pessoas em idade produtiva. Embora não apresente uma estatística de óbitos elevada como as doenças cardíacas e o acidente vascular cerebral (AVC), já atinge 1 em cada mil pessoas e pode levar a óbito quando se torna grave. Se não diagnosticada a tempo, ela pode ter uma prevalência de 40% dos casos???, alerta.
Os anticoagulantes orais já são usados no Brasil há mais de cinco anos e os resultados chamaram a atenção do Japão, que estão ainda na fase 1. Daniel Dias Ribeiro é membro da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e é  referência no Brasil tanto pelos resultados que vem obtendo com o uso de coagulantes orais em seus pacientes, quanto pelo trabalho de pesquisa que tem feito para minimizar os impactos da trombose na sociedade. Serviço:O que: O avanço do Brasil, na fase 3, com os anticoagulantes orais da trombose em relação ao Japão, que está na fase 1Quem: Daniel Dias Ribeiro, hematologista mineiro, falou dos testes no Brasil para 600 japoneses em conferencia em Tóquio.Quando: está disponível para falar sobre a sua experiência com a rivaroxabana nos pacientes brasileiros

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